5 dicas para corrigir a rotina do bebê

Essas situações, como tantas outras, quando repetidas indefinidamente, são capazes de tirar a família do sério. Porém, o melhor a fazer é intervir, o quanto antes, para modificar tais comportamentos. "Quanto mais idade o bebê tiver, mais resistente ele ficará à mudança de hábitos. De qualquer forma, a adaptação precisa ser feita com calma, cuidado e carinho", afirmou a pediatra Daniela de Melo Miranda Gonçalves, do Hospital e Maternidade Santa Joana.

Então, se você está enfrentando um desses desafios, no que diz respeito à rotina da criança, confira as orientações da especialista.

1) Se o bebê troca o dia pela noite
Muitos pais caem na armadilha de escurecer o quarto da criança, mesmo durante o dia, para que ela tire uma boa soneca. Mas é justamente esse costume o que pode estar impedindo o pequeno de diferenciar o período noturno do diurno.

Por isso, o ideal é deixar a criança perceber a luz e os ruídos característicos da casa, de manhã e à tarde. Já nas primeiras horas da noite, a dica é fazer o inverso: escurecer aos poucos o quarto e ir reduzindo o barulho.

"O grande problema é que muitos pais chegam do trabalho nesse horário e querem brincar com a criança. Porém, ao receber muitos estímulos, o bebê ficará naturalmente mais alerta", disse.

Na madrugada, ainda que o pequeno acorde para mamar, o ideal é evitar brincadeiras que possam despertá-lo. Até a troca de fraldas pode ser suprimida, já que, nos primeiros meses de vida, o bebê evacua muitas vezes, mas o volume de fezes ainda é pequeno.

2) Se chora muito nos banhos
Em primeiro lugar, é preciso ficar atento à temperatura da água na banheira, que deve estar por volta dos 38º C, variando para mais ou menos dependendo do clima, para que a criança não sinta o choque térmico.

O ideal é usar um termômetro de banheira ou o próprio braço para testar a temperatura antes de colocar o bebê na água.

Outro cuidado é envolver o pequeno numa fralda de pano limpa, no momento de introduzi-lo na banheira. "O bebê não estranha tanto a água, já que estava acostumado com o meio líquido na barriga da mãe. O que ele pode sentir é uma certa insegurança por se perceber solto demais naquele espaço físico", afirmou a pediatra.

Bem apoiado nos braços de um adulto e percebendo firmeza nesse contato, a tendência é que a criança também demonstre mais tranquilidade.

3) Se só dorme na cama dos pais
Desde o primeiro mês de vida, o recém-nascido já deve ser colocado em seu próprio quarto. Para evitar que ele estranhe o berço, uma estratégia é tentar limitar o espaço físico ao redor da criança.

Da mesma forma como ocorre com o banho, a rejeição do bebê ao local pode estar relacionada à sensação de que está solto demais e, portanto, vulnerável.

"Recomendo que as crianças menores sejam colocadas no berço dentro do próprio moisés ou do bebê conforto, para irem se acostumando ao ambiente. Outra alternativa, para os maiores, é colocar toalhas ou cobertores ao lado do bebê, para que ele se sinta mais aconchegado", disse.

4) Se ele quer mamar toda hora
Segundo a pediatra, nos três primeiros meses, o bebê deve ser alimentado sempre que manifestar vontade. Porém, cabe aos pais observar o comportamento da criança quando colocada ao peito.

Em muitos casos, ela suga pouco, se distrai facilmente e até adormece. "Isso acontece porque o bebê se acalma com o movimento de sucção, se sente bem. Então, ele pode desejar ser amamentado não exatamente por estar com fome", disse.

A saída pode ser oferecer a chupeta. "Ela não deve ser dada à criança a todo o momento, mas, nesses casos específicos, pode ser uma boa alternativa", afirmou.

Porém, é fundamental acompanhar o ganho de peso do bebê, com o pediatra, para ter certeza de que ele está recebendo todo o alimento de que precisa.

5) Se pega no sono apenas se estiver no colo
O ideal é fazer uma adaptação suave, para que o bebê aprenda a adormecer no berço ou no carrinho. Nesse processo, os pais até podem embalar a criança, mas devem começar a colocá-la ainda acordada no local onde precisa dormir.

Se ela chorar, deverá receber atenção, mas o melhor é que não seja carregada pelos pais imediatamente. Outra dica é continuar adotando todas as estratégias que se costuma utilizar para fazê-la dormir, mesmo fora do colo.

Assim, se os pais estão habituados a cantar para o bebê, por exemplo, deverão continuar entoando a música de ninar para o pequeno ainda que ele esteja no berço ou carrinho. Com o tempo, é provável que a simples presença de um adulto baste para acalmar o bebê.

 

Redação Terra

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