50 crianças e bebés sofreram AVC durante o ano passado

Por ser raro, o diagnóstico do AVC pediátrico é uma tarefa complicada para os médicos e acaba muitas vezes por ser tardio.

Meia centena de bebés e crianças portuguesas foram vítimas de um acidente vascular cerebral (AVC) em 2009, segundo a Unidade de Vigilância da Sociedade Portuguesa de Pediatria. Todas estas crianças sobreviveram. Mas a taxa de mortalidade do AVC pediátrico é elevada, sobretudo no primeiro ano de vida.

As causas da doença diferem do AVC dos adultos. Enquanto no adulto, sobretudo no AVC isquémico, se deve principalmente à arteriosclerose e a factores de risco como hipertensão, diabetes ou colesterol, nas crianças as causas são múltiplas. Disfunções cardíacas, doenças hematológicas, problemas nas artérias cerebrais, algumas doenças genéticas, metabólicas e infecções são alguns dos factores que podem levar à ocor- rência de um AVC, explicou à Lusa Rita Silva, neuropediatra do Hospital D. Estefânia.

Por ser pouco frequente, o diagnóstico do AVC pediátrico pode demorar mais tempo do que nos adultos. "Nos miúdos, o atraso no diagnóstico é enorme, sobretudo naqueles em que se desconhece uma doença que favoreça o aparecimento de AVC", alerta Rita Silva.

A médica defende que as crianças que tenham doenças que condicionem o AVC devem ser seguidas em centros especializados: "Nos adultos, criaram-se equipas de cuidados diferenciados. O que nós preconizamos na idade pediátrica é que, sempre que surja esta suspeita, deve ser contactado um centro com experiência no tratamento."

in http://dn.sapo.pt

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