Alemão terá matado amante e a filha bebé

A investigação da polícia alemã e a da Judiciária apontam no mesmo sentido. Gunnar Dorries, de 43 anos, matou no Algarve  a amante, Georgina Zito, e a filha, Alexandra, de apenas ano e meio, que será fruto da relação extraconjugal.

O corpo da mulher, vítima de afogamento, foi encontrado na praia do Canavial, em Lagos, e o paradeiro da criança é desconhecido, o que não abala a convicção dos investigadores.

Segundo o porta-voz do departamento de homicídios da polícia de Munique, “a frieza, crueldade e premeditação na morte da mulher, aliadas a todas as provas recolhidas e à postura do suspeito, que não colabora, não nos deixam qualquer dúvida de que também assassinou a menina”.

No sítio oficial da polícia alemã foram divulgadas fotografias das vítimas e do suspeito e é feito um pedido de ajuda para esclarecer o caso.  Em Portugal corre uma outra investigação a cargo da Polícia Judiciária (PJ) de Portimão. Oficialmente a PJ não faz comentários, mas uma fonte ligada ao processo explica que a tese de duplo homicídio “é a mais provável face aos indícios recolhidos”, recusando adiantar pormenores.

Casada, Georgina engravidou de Gunnar, que não aceitou a criança e a angolana fez queixa em tribunal. Quatro dias depois da chegada a Lagos, a 6 de Junho, a mulher morreu afogada. Gunnar carregou o corpo até ao areal e simulou uma tentativa de reanimação. Com o pretexto de que iria buscar medicamentos, pegou na criança e fugiu.

Três horas depois foi visto a entrar sozinho no hotel onde estavam instalados. Viajou para Lisboa num carro alugado – já inspeccionado pela PJ – e de avião até Munique onde foi detido no dia 15.

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