Alimentação da grávida

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Venho hoje falar na alimentação na gravidez, estado de graça em que a mulher não deve comer por dois mas para dois…
A melhor garantia para a sustentação da gravidez é uma alimentação variada e rica em carne e frutas.
Na opinião de vários especialistas é nos alimentos que o bebé encontra importantes fontes de vitaminas, como os sais minerais e vários outros nutrientes considerados indispensáveis ao desenvolvimento intrauterino, como sejam os hidratos de carbono.


Em caso de alguma dúvida, converse sempre com o seu médico que será sempre a pessoa mais indicada para orientar sobre a alimentação mais adequada.
A frequência com que come e em que quantidade (3 grandes refeições, 5 pequenas refeições, ou uma combinação de refeições e pequenos lanches) não é crítico, desde que coma alimentos nutritivos para ter uma dieta equilibrada.
De seguida é apresentado algumas informações relevantes acerca das principais necessidades nutricionais durante a gravidez e como as satisfazer. A ingestão de calorias não necessita ser alterada durante os primeiros 3 meses de gravidez, desde que coma alimentos nutritivos e de boa qualidade. Durante os últimos dois trimestres, o seu corpo necessita de aproximadamente mais 300 calorias por dia do que quando não estava grávida e aí o investimento nutricional tem que ser assegurado.
Tanto a mamã como o bébé dependem muito das proteínas, que são os nutrientes que suportam um crescimento adequado dos tecidos. Para obter as proteínas adicionais de que necessita, precisa de consumir 60g de proteínas por dia, o que é 20% a 36% mais do que os requisitos normais. Algumas fontes excelentes de proteínas de elevada qualidade são o peixe, aves, carne de vaca, borrego, porco e ovos. Outras fontes vegetarianas e de origem não animal são os legumes, os frutos secos e os cereais, são também apropriadas. O leite e outros produtos lácteos, como o queijo e os iogurtes são também excelentes fontes de proteínas de elevado valor biológico.
Os lípidos (gorduras) são importantes na dieta porque ajudam o seu corpo a absorver muitos nutrientes. Os lípidos são igualmente importantes para a energia, poupando proteínas para as funções de reconstituição dos tecidos.
Contudo, mesmo durante a gravidez deve limitar a ingestão de lípidos, que são muito ricos em calorias. Se comer alimentos muito ricos em lípidos, aumenta de peso muito rapidamente. Além disso, deve salvaguardar que os lipidos que ingere são da melhor qualidade e não gordura saturada.
Os alimentos que são boas fontes de gordura incluem: carnes magras, leite, queijo, manteiga e azeite. Se incluir um pouco destes alimentos na sua dieta diária, em quantidades apropriadas, receberá a energia suficiente deste tipo de nutrientes. Durante a gravidez o ácido gordo (DHA) é essencial para o desenvolvimento do cérebro do seu bebé. Os estudos demonstraram que o suplemento materno de DHA melhora o nível de DHA do recém-nascido. Os peritos recomendam que as mulheres grávidas ingiram 300 mg de DHA por dia. Pode encontrá-lo em ovos, fígado e peixe.
Os cereais integrais e alimentos com fibras, como o pão integral, cereais, arroz, aveia e massas, são importantes porque fornecem energia. Para satisfazer as suas necessidades precisa de ingerir 3 vezes ao dia alimentos com cereais integrais/ fibras (uma fatia de pão é igual a uma toma).
Os alimentos à base de cereais integrais contêm mais nutrientes do que os refinados e processados, contendo ainda as preciosas fibras, escolhendo produtos com aveia, centeio e trigo.
As fibras são importantes, especialmente, se é uma das muitas mulheres que sofre de obstipação durante a gravidez, provocada pela pressão do bébé sob os intestinos. Os alimentos com elevado teor em fibras, como os cereais integrais, fruta e vegetais frescos ajudam a aliviar a obstipação. As grávidas têm uma necessidade muito superior ao normal de vitaminas e minerais. As frutas e vegetais fornecem uma maior variedade de vitaminas e minerais do que aqueles que encontra noutros alimentos.
Deve comer diariamente, pelo menos uma vez por dia, citrinos e produtos hortícolas. São também importantes outras frutas e vegetais como: maçãs, pêras, pêssegos, uvas, bananas, ananás, morangos, manga, papaia, tâmaras, figos, melão e cenouras, beterraba, tomate e couve flor. É preferível comer fruta fresca e vegetais pois contêm mais nutrientes do que os produtos enlatados e congelados e não têm açúcar, sal e/ou gordura adicionadas.
Deve ter em atenção que o ácido fólico e o ferro e o zinco são especialmente importantes durante a gravidez.O ácido fólico é crítico para o desenvolvimento saudável do seu bebé. Uma ingestão adequada de ácido fólico, especialmente antes da concepção e nas primeiras semanas de gravidez pode ajudar a prevenir as deficiências do tubo neural que são algumas das anomalias mais graves à nascença. Frutas e vegetais (incluindo sumo de laranja e vegetais de folha verde), desde que recém comprados, são boas fontes deste componente.
Deve consumir pelo menos 600 ug de ácido fólico por dia. De facto, os peritos recomendam que as mulheres grávidas tomem um suplemento contendo, pelo menos, 600 mcg de ácido fólico por dia, em vez de confiar apenas nas fontes de ácido fólico, para obter este nutriente tão importante. O aumento drástico do volume de sangue durante a gravidez aumenta muito a necessidade de ferro. O ferro é o componente principal da hemoglobina, a parte dos glóbulos vermelhos que fornece oxigénio às suas células e às do bebé. O suplemento de ferro durante a gravidez ajuda a prevenir a carência em ferro que pode aumentar o risco de complicações no trabalho de parto e no parto, assim como, baixo peso à nascença e parto prematuro. Os alimentos ricos em ferro incluem: carne de vaca e outras carnes de órgãos (miudezas), legumes e cereais enriquecidos.
Como isto é muito difícil de conseguir apenas com a alimentação, a maioria dos peritos recomenda que tome por dia um suplemento contendo, pelo menos, 30 mg de ferro.O zinco é importante para a sua saúde e a do seu bebé pois a carência materna em zinco pode causar complicações na gravidez e trabalho de parto. Os níveis inadequados de zinco em crianças estão associados a deficiências do tubo neural e baixo peso à nascença. O marisco, fígado e carne de vaca são boas fontes de zinco embora no caso do marisco salvaguarda-se sempre a preferência por frutos do mar e marisco cuja proveniência seja inteiramente segura.
Fonte: Wyeth Nutrition.

Draª Solange Burri
Licenciada em Microbiologia
Pós-Graduada em Segurança Alimentar
Univ. Católica Porto
Especialista doBebé

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