Amamentar poderia prevenir mortes de bebês e economizar gastos

Se todas as mães americanas amamentassem seus bebês durante os seis primeiros meses de vida poderia se prevenir mais de 900 mortes infantis por ano e o país economizaria US$ 13 bilhões, segundo um novo estudo.

"Os Estados Unidos gastam US$ 13 bilhões em despesas adicionais por ano e sofrem 911 mortes evitáveis porque as taxas de mulheres que amamentam estão muito abaixo das recomendações médicas", assinala o relatório publicado nesta segunda-feira na revista "Pediatrics".

A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que as crianças deveriam se alimentar apenas com leite materno durante os seis primeiros meses de vida, uma recomendação seguida pela Academia de Pediatria dos EUA e pela Associação de Ginecologistas, entre outros grupos.

Um estudo realizado no ano passado pelos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC) descobriu que apenas 33% das mulheres nos EUA amamentavam seus bebês aos três meses e apenas 14% o fazia aos seis meses.

Os autores do relatório publicado hoje pela revista "Pediatrics" concluíram que a maioria das despesas adicionais gastas pelos EUA se devem às mortes prematuras.

Cerca de 95% dessas mortes se atribuem a três causas: a síndrome da morte repentina, infecções respiratórias como a pneumonia e a enterocolite necrosante, que ocorre quando o revestimento da parede intestinal morre e o tecido se desprende.

Testes médicos demonstraram que a amamentação reduz todos esses riscos, assim como os de outras doenças pesquisadas pelos autores do estudo.
 

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