Associação Meninos de Oiro

Há cinco anos a proteger os direitos das crianças !

Esta associação nasce do  sonho de uma mulher, que desejava criar uma instituição de defesa das crianças mais desprotegidas. Meninos de Oiro foi criada em Dezembro de 2002 devido à vontade de um pequeno grupo de voluntários, tendo sido constituída formalmente a 14 de Maio de 2003.

A conferência que a associação Meninos de Oiro levou à Escola Superior de Tecnologia de Setúbal tinha como tema “Vítimas de vítimas”, porque segundo Maria do Céu Guitart “quem vitimiza já foi vitimizado”.

Isto acaba por tornar-se um ciclo vicioso e à sociedade “tentar interromper e dar oportunidades às pessoas de não prosseguirem esse ciclo”, impedindo-as de magoar os outros, pelo simples motivo de também terem sido magoados e esse gesto ser assim uma vingança por tudo o que sofreram.

Quem já foi uma vítima precisa de “enfrentar os seus fantasmas”, isto é conseguir “enfrentar a sua própria infância sem dor, sem rancor, para depois conseguir não fazer novas vítimas”, explica a fundadora e presidente da associação.

Mas o mais importante não é ajudar as pessoas a aceitar o seu passado mas sim lutar para que não existam vítimas. É isso que Céu Guitart e a associação Meninos de Oiro fazem diariamente, apoiando neste momento cerca de 120 famílias de Azeitão, todas com crianças.

Esta acção é desenvolvida através do Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental, que é o principal projecto da instituição, através do qual prestam “todos os tipos de apoios que forem considerados relevantes para melhorarem o desempenho” quer das crianças quer das próprias famílias, como apoio psicológico, higiénico sanitário, escolar ou terapia da fala, por exemplo.

Enfim, a associação tenta “capacitar a família para que as crianças deixem de estar numa situação de risco ou mesmo de perigo”, de modo a evitar que as crianças tenham de ser institucionalizadas, porque “ tirar a criança à família é sempre de uma violência extrema”, esclarece Céu Guitart, que se mostra feliz por a associação nunca ter passado por esta situação.

No entanto, estão a acompanhar um caso, em articulação com uma equipa que trabalha junto do Ministério Público e do Tribunal de Família, em que se não conseguirem tornar essa “família mais funcional, poderá se chegar mesmo ao momento em que a criança terá de ser retirada”.

É a pensar nestas situações que Céu Guitart destaca a importância de avançar com o projecto do Centro de Acolhimento Temporário, um espaço que vai servir para “institucionalizar a criança o menor tempo possível” até se encontrar uma solução definitiva. Neste momento o projecto está à espera que a Câmara Municipal de Setúbal ceda um terreno para a construção do centro.

Written By
More from

Anita

Vem conhecer uma menina parecida contigo e aprende tudo sobre as suas...
Read More

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *