Banco público de sangue cordão umbilical retoma actividade em breve

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O presidente do Instituto Português do Sangue e Transplantação revelou hoje que o banco público de sangue do cordão umbilical vai retomar em breve a sua atividade e que o protocolo com a primeira maternidade será assinado sexta-feira.

Hélder Trindade explicou que deve encarar-se esta reabertura com “toda a naturalidade”, alegando que a intenção nunca foi encerrar definitivamente o banco de recolha.

O banco público de sangue do cordão umbilical (Lusocord), que tinha passado para a tutela do Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST) em agosto e que encerrou um mês depois, após terem sido detetadas irregularidades na gestão e nos procedimentos de recolha, retomará as atividades normais em breve, porque está agora garantida a “segurança e a qualidade do serviço futuro”.

A primeira maternidade parceira do projeto é a do hospital de São João, no Porto.

“Durante este período estivemos a trabalhar de forma a garantir a segurança e qualidade do serviço futuro. Depois disto, serão assinados protocolos com as maternidades. O fundamental é transmitir a competência técnica para um melhor serviço”, disse.

O presidente do IPST explicou que o importante “é começar passo-a-passo”, revelando que as primeiras colheitas acontecerão ainda este ano.

Hélder Trindade disse também que o trabalho realizado durante este período de suspensão foi fundamental para que “certas condições não continuassem”. A ideia, reforçou, é oferecer um melhor serviço.

A 17 de outubro, na Comissão Parlamentar de Saúde, Hélder Trindade apresentou provas de um conjunto de irregularidades detetadas.

Na ocasião, o responsável pelo IPST falou em “kits” guardados junto a sanitas e embalagens fora do prazo de validade, entre outros aspetos.

Segundo Hélder Trindade, desde 2009 foram recolhidas 28.416 unidades de sangue do cordão umbilical, das quais apenas 8.441 foram criopreservadas, tendo o IPST detetado contaminação em 21,6 por cento destas.

O Lusocord funciona no Centro de Histocompatibilidade do Norte (CHN), no Porto, que integra também o Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão (CEDACE).

Em agosto, o Governo integrou o CHN no Instituto Português do Sangue e da Transplantação, que, no início de setembro, veio anunciar em comunicado a suspensão das recolhas “de novas unidades para o banco público de células do cordão, por um período previsível de 60 a 90 dias”.

O IPST anunciou, a 04 de setembro, que Helena Alves cessava funções como responsável técnico-científica do Centro de Histocompatibilidade do Norte (CHN) e como responsável pelo Banco Público de Células do Cordão Umbilical (Lusocord).

De acordo com o que foi comunicado nesse dia pelo IPST, Fátima Freitas passaria a desempenhar as funções de responsável técnico-científica do CHN e José Teixeira ficaria como responsável pelo Lusocord.

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