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Berra-me baixo

Berra-me baixo
do Bebé

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É no final do ano que começamos a pensar nas resoluções que queremos empreender no ano novo que se aproxima.E, por coincidência, foi no final de 2012 que confirmei um feeling que tinha. É que se por um lado é verdade que as sapatadas e palmadas, como forma de punição estão a ser eliminadas,  por outro verifiquei que os berros são a nova palmada! E que quanto mais um pai ou uma mãe berra, mais angustiado fica. A verdade é que muitos não querem fazê-lo, não gostam disso mas não sabem como parar e, mais do que tudo, perguntam-se como é que poderão impôr limites aos seus filhos de outra forma – mas isto é tema para outra crónica.

Mais do que explicar ou fundamentar teorias, muitas vezes o ideal é passarmos pelos processos por forma a vivermos as situações.

E por isso mesmo decidi lançar o desafio do ‘Berra-me baixo’, que teve início a 1 de Janeiro deste ano. Os estudos provam que para mudarmos o nosso comportamento, necessitamos de aproximadamente 21 dias. Isso quer dizer que nesses 21 dias tomamos, a todos os momentos, a decisão de escolher uma atitude diferente daquela que normalmente escolhemos. Durante 21 dias estamos centrados na missão de fazer diferente, de fazer melhor. Por isso, este desafio dura um mês – dura os 31 dias de Janeiro – assegurando uma maior taxa de sucesso de quem participa. Durante 31 dias,  as atitudes transformam-se, pouco a pouco, em comportamento.

Quando queremos mudar um comportamento nosso, só há uma forma de o fazer. É fazendo. Não é racionalizando, não é pensando ‘ah e tal, eu da próxima vou fazer assim e assado.’ Não senhor. É fazendo. Já! Não há outra forma. A disciplina ajuda nos primeiros tempos mas não nos leva muito longe. O segredo está em fazê-lo todos os dias. Tal como lavar os dentes. Quando os nossos filhos começaram a lavar os dentes, tivemos de os ensinar, de lembrar constantemente dessa tarefa. E, de um dia para o outro, estão a fazê-lo sozinho. Não tem a ver com disciplina ou força de vontade. Tem a ver com hábito. E o hábito faz o monge, não é?

E a verdade é que ao fim da primeira semana todos os participantes perceberam que afinal têm mais auto-domínio e que conseguem controlar, na maior parte das situações, os seus berros.

A verdade é que no final da segunda semana todos os participantes perceberam que gritam mais quando estão cansados, com menos paciência.

A verdade é que o grosso dos participantes percebeu que se falar com calma, explicar as coisas (uma ou duas ou até três vezes), os filhos fazem aquilo que lhes é pedido sem guerras.

A verdade é que o grande objectivo deste desafio – ‘melhorar relações – está mesmo a ser alcançado.

Há uma história que diz que berramos uns com os outros porque por vezes os nossos corações afastam-se e por isso temos de falar mais alto para nos ouvirmos melhor.

A ideia é que os corações se mantenham juntos e próximos. E quando se berra baixo as coisas ficam muito mais fáceis! 

Crónica de Magda Gomes Dias
BLOG – http://mumstheboss.blogspot.pt/

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