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Birras e o Não!

Birras e o Não!
do Bebé

 Questão:
Boa noite 
 Estou a ficar preocupada e triste com o comportamento do meu filho que tem 2 anos, desde há 2 semanas para cá que ele anda insuportável, grita por tudo e por nada e bate-me, está provocador e desobidiente. Ontem a educadora diz que ele há hora do almoço deu uma pancada no copo de um menino da sala dele , foi tudo pelos ares, á hora do lanche atirou com a colher do iogurte pelos ares quis bater na auxiliar e como ela não deixou tentou bater no menino do lado, como a educadora não o deixou atirou com a cadeira ao chão gritou, enfim diz que os meninos dos 5 anos estavam de boca aberta a olhar para ele.
Não sei o que fazer, ás vezes dou-lhe uma palamda no rabo , e ele ainda se ri na minha cara , se finjo que não lhe ligo quando me bate, ele continua a provocar-me. Ele nunca foi assim, será uma fase ? O que devo fazer Dra ? ele era tão sossegadinho e agora nem o reconheço.
Vanessa

 

Resposta:
Querida Vanessa,
Aproxima-se a fase do negativismo e, com ela, uma crescente negação de todo e qualquer limite que o adulto possa impôr à criança.
Na sua opinião, Vanessa, existiu algum factor desencadeante que provocasse a alteração comportamental no seu filho? Refiro-me a alguma mudança ou a algum factor stressante na rotina dele, em casa ou na creche.
Quer em casa quer na creche, os comportamentos mais agressivos do seu filho deverão ser alvo de uma atenção redobrada e de uma reorientação firme. Por exemplo, quando a Vanessa refere “se finjo que não lhe ligo quando me bate, ele continua a provocar-me”, está a enviar a mensagem ao seu filho de que ele pode continuar a bater-lhe. Logo, se ele lhe pode bater, então irá transportar essa permissão para a creche e para os seus amigos. O que nós deveremos fazer, neste caso, é colocar um ponto final no comportamento agressivo. E como é que nós fazemos isso? Através de um “Não!” firme e não agressivo. Explicamos o porquê do nosso “Não!”, com uma expressão facial que não dê margem para dúvidas de que estamos a falar a sério. E, mais importante, teremos que ser consistentes na nossa actuação. Um “Não!” não tem nuances e deveremos fazer ver à criança que o seu comportamento inaceitável tem consequências, nem que
 seja ficar durante 10 minutos sem brincar com o seu brinquedo preferido.
Paralelamente, Vanessa, gostaria de sugerir que abordasse a questão com a educadora do seu filho, por forma a construírem um feedback mais construtivo do que se passa quer em casa quer na creche. Penso que esta parceria é muito importante para que o seu filho constate que o “Não!” em casa também é válido para a creche.
Por último, a par da questão disciplinar, importa não esquecermos a componente do afecto. Procure passar mais momentos com ele, em contexto lúdico, ou passear com o seu filho, fazendo-o sentir que a disciplina não irá diminuir a intensidade do amor que sente por ele.

 Dra Sofia Sousa
Psicóloga Infantil
Especialista doBebe.com

 

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