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Branca de Neve

Branca de Neve
do Bebé

Um senhor poderoso, dono de muitas terras e bens, tinha uma filha muito bonita a quem as suas madrinhas, as Fadas Boas, tinham dado o nome de Branca de Neve.
Mas o poderoso senhor vivia triste e desconsolado desde o dia em que a menina nascera, pois a sua mulher tinha morrido ao dar à luz. Branca de Neve tinha quinze anos quando o seu pai voltou a casar-se. A madrasta chegara de terras distantes, carregada de riquezas e criados.


Era muito jovem mas tão arrogante, que julgava ser a mulher mais bela do mundo. Todos os dias, ao levantar-se, ficava durante muito tempo a ver-se ao espelho encantado que lhe tinha sido oferecido por um mágico e fazia a mesma pergunta:
– Diz-me, espelho meu, há na terra alguma mulher mais bonita do que eu?
– Não – respondia o espelho – Tu és a mais bela!

Mas um dia a voz do espelho entristeceu-se e disse-lhe:
– Já não és a mais bela das mulheres… Branca de Neve é mais bonita do que tu!
Cheia de fúria e ódio, a madrasta ordenou a um dos seus criados que conduzisse Branca de Neve a um bosque longínquo, perto da fronteira com outro país, e a matasse sem piedade.
Caminharam durante vários dias e, quando chegaram ao lugar indicado, o criado comunicou a Branca de Neve a ordem que tinha recebido. A jovem começou a chorar e isso tocou o coração do criado:
– Vai-te! – disse-lhe por fim, incapaz de cumprir a ordem.
E deixou-a ir bosque adentro, cheia de medo e de tristeza.
Branca de Neve caminhou sem rumo pelo bosque.
Quando o Sol já começava a pôr-se, chegou a uma casinha construída perto de um riacho de águas límpidas. Bateu várias vezes à porta e, como ninguém respondia, decidiu entrar.
Tudo na casinha era pequeno, como se tivesse sido feita para crianças. Mas Branca de Neve estava tão cansada da caminhada, que adormeceu logo.
A casinha do bosque pertencia a uns anões que, ao regressar do trabalho, ficaram admirados ao contemplarem aquela linda jovem que descansava placidamente.
– Ficará connosco! – disse o mais velho de todos. Fará a nossa comida e limpará a casa. Em troca, dar-lhe-emos os diamantes que retirarmos das nossas minas…
Quando Branca de Neve despertou e viu os anões, pensou que estava a sonhar.

Mas como eram muito bonzinhos e a tratavam com muito carinho, ficou a viver com eles.
Os dias foram passando e a madrasta acreditava que era de novo a mulher mais linda do mundo.
Uma manhã, após algum tempo, voltou a perguntar ao espelho:
– Diz-me, espelho meu, há na terra alguma mulher mais bonita do que eu?
– Branca de Neve, que agora vive na casa dos anões do bosque, é mais bonita do que tu – respondeu o espelho.
Cega de fúria, a madrasta preparou um plano para acabar com a sua rival. Disfarçou-se de vendedora de fruta e, com um cesto cheio de maçãs envenenadas, encaminhou-se para o local onde vivia a rapariga.
– Maçãs docinhas! – apregoou, quando chegou à casinha dos anões.

Branca de Neve, que há muito tempo não via passar ninguém por ali, saiu para falar com a vendedora de fruta.
– Queres uma? – perguntou-lhe amavelmente a mulher, oferecendo-lhe a mais linda, colorida e brilhante das maçãs.
Branca de Neve, ao ver aquela maçã tão fresca e apetitosa, não teve dúvidas em aceitar.

Mas mal deu a primeira dentada, caiu morta aos pés da malvada mulher, que se afastou a rir por entre as árvores do bosque.
Ao cair da noite, quando os anões voltaram para casa e viram a sua amiga morta, desataram a chorar desconsoladamente, sem saberem o que fazer.
No dia seguinte, mal o Sol nasceu, construíram uma linda padiola, cobriram-na de flores e colocaram sobre ela o corpo da Branca de Neve. Levá-la-iam a enterrar na montanha, na mina dos diamantes.
Lentamente, consumidos pela tristeza e pela dor, os anões caminharam através do bosque levando aos ombros o corpo da pobre rapariga.
De repente, perto da mina dos diamantes, saiu de entre as árvores um bonito príncipe montado a cavalo.
O susto que os anões apanharam foi enorme. Tão grande, que alguns largaram a padiola e desataram a correr para se esconderem, deixando que o corpo de Branca de Neve caísse irremediavelmente no chão.
E então aconteceu o inesperado: o pedaço de maçã que tinha ficado preso na garganta saiu pela boca da rapariga que, perante o espanto geral, se levantou do chão mais viva e formosa que nunca.
Encantado com a beleza de Branca de Neve, o príncipe pediu-a em casamento. E, deste modo, tornou-se rainha de um grande país, onde reinou para sempre a felicidade.

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