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Câncer de mama na gravidez

Câncer de mama na gravidez
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Apesar de ser uma doença rara na gravidez, é também bem mais difícil de ser diagnosticada quando se espera um filho: as mamas maiores e os altos índices de hormônios ajudam a esconder o tumor. Paralelo a isso, como reflexo dos tempos modernos, as mulheres estão engravidando bem mais tarde. E isso significa maiores chances de se desenvolver um câncer de mama. Por isso, é importante estar alerta sobre a doença. Veja como ela ocorre na gravidez e quais os métodos mais eficazes de diagnóstico.

> Incidência
Somente 0,2% a 3,8% dos casos de câncer de mama diagnosticado antes dos 50 anos irá ocorrer em mulheres grávidas. A incidência está entre um caso para cada 3.000 a 10.000 gestações. Portanto, são casos raros e as grávidas apresentam menor risco do que as não-grávidas. O fato é que a mulher moderna quer ter filho em idade cada vez mais avançada, tornando a incidência de câncer de mama maior.

> Diagnóstico
É mais difícil detectar este câncer em mulheres grávidas, pois os altos índices hormonais na gravidez na glândula mamária dificultam a percepção pela mãe ou pelo médico do tumor. Além disso, como as mamas ficam maiores, o auto-exame fica mais difícil de ser feito. Por isso, a primeira consulta do pré-natal é muito importante, pois os seios da mulher ainda não estão muito inchados e qualquer alteração é mais perceptível. Os exames de imagem, como ultrassonografia e mamografia, sempre com proteção abdominal, podem ser realizados com segurança em qualquer etapa da gravidez. Na suspeita de câncer, a biópsia com agulha ou cirúrgica com retirada de tecidos tira todas as dúvidas sobre o diagnóstico.

> Tratamento
Depende do estágio em que se encontra a doença e do mês da gravidez. Na grande maioria das vezes, a cirurgia mais utilizada é a mastectomia. A cirurgia com a retirada parcial da mama poderá ser realizada após o quarto mês da gestação. Quando houver risco da doença se disseminar pelos demais órgãos, a quimioterapia pode ser usada a partir do quarto mês. Já a radioterapia e hormonioterapia têm contra-indicação absoluta na gravidez pelo risco de dano fetal. As cirurgias de reconstrução mamária também devem ser feitas mais pra frente, pelo risco de complicações.

> Conseqüências para o bebê
Os tratamentos cirúrgicos preconizados não afetam a criança. Os casos de quimioterapia são mais delicados e existem relatos pequenos de complicações fetais, desde prematuridade, malformações e em alguns casos, morte. Na grande maioria das vezes, a criança sai ilesa.

in http://revistapaisefilhos.terra.com.br/

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