Carol Dieckmann sem censura

Quando chegou para a entrevista e a sessão de fotos com Gente, na manhã da quinta-feira 1º, Carolina Dieckmann tirou os óculos escuros e desculpou-se por estar com a "cara salgada de tanto chorar" . Depois de um segundo de constrangido silêncio, ela abriu um sorriso que iluminou todo o ambiente e foi logo esclarecendo o motivo das lágrimas. Estava voltando da despedida da professora preferida de Davi, seu filho mais velho, que estuda na Escola Britânica, em Botafogo. Explicação dada, acomodou-se na cadeira e começou a puxar conversa, enquanto o beauty stylist Alê de Souza trabalhava com o objetivo de deixá-la ainda mais bonita para o ensaio fotográfico que ilustra essas páginas. Carolina é assim. Mesmo com a agenda atribulada, arruma tempo para participar ativamente da educação dos dois filhos: o primogênito, Davi, de sua união com o ator Marcos Frota, e o caçula, José, de seu casamento com o diretor Tiago Worcman. Como mãe, dá carinho e atenção mas estabelece limites. "Quando a gente conversa, sempre considero que eles têm condição de entender o que estou dizendo, não falo como se os dois fossem bobos", opina.

Apesar de acostumada a interpretar mocinhas nas novelas – como em Passione, na qual vive a romântica estudante de jornalismo Diana -, a Carolina da vida real está longe dessa quase inocência de suas personagens. Ao contrário da maioria das mulheres, por exemplo, ela não tem uma visão romântica da gravidez e confessa que nas duas gestações ficou gorda, feia e mal-humorada. "Não sei lidar com o lado abstrato da gravidez. É estranha a sensação de não saber exatamente como seu filho está, de você não poder olhar no olho dele", conta. Muito bem casada, Carol também não faz rodeios ao defender que a traição pode salvar uma relação. "Ela pode ser perdoável, possível e até necessária, desde que não quebre a lealdade, não exponha o parceiro nem interfira no casamento", dispara.

Claro, esse seu jeito espontâneo, de quem não deve nada a ninguém, já provocou algumas saias-justas. A última foi no finalzinho de junho, quando postou no Twitter um comentário criticando a atitude da atriz Sthefany Brito, recém-separada do jogador Alexandre Pato, que desembarcou no Rio disfarçada com uma peruca preta. "Tudo bem que separar é muito triste, mas se esconder por que, meu deus? A menina não fez nada de errado!!!", dizia o comentário.

Uma das maiores estrelas da tevê, Carolina sonha em ser reconhecida como uma pessoa comum. Alguém que adora usar as camisas do marido, que passa boa parte do dia conversando com a empregada sobre os filhos e foge da rotina quando viaja com a família até o balneário de Búzios. Alguém de carne e osso mesmo, capaz de fazer uma ceninha de ciúmes só para apimentar o casamento e de provocar uma briguinha com o marido por causa do galã inglês Robert Pattinson, o vampiro que não bebe sangue humano na saga Crepúsculo. Naturalmente linda, Carol mostra na entrevista a seguir que não faz pose na hora de falar de si própria. "Não tenho muito filtro na hora de falar. Posso pensar se vou dar ou não uma entrevista, mas não fico medindo as palavras antes de responder às perguntas", admite. Para Carol, aliás, só vale fazer pose para sair bem nas fotos.

(…)
Vaca holandesa
"Odeio gravidez. Fico feia, mal-humorada e gorda. E não sei lidar com o lado abstrato da gravidez. É estranha a sensação de não saber exatamente como seu filho está, de você não poder olhar no olho dele. É uma coisa tão misteriosa, que te modifica tanto… Bate uma insegurança. As minhas duas foram terríveis, apesar de terem sido saudáveis e de os partos terem sido normais. Quando eu tive o Davi, engordei 15 quilos e, na vez do José, fiquei 30 quilos mais gorda. Então, foi grave! Em nenhum momento isso me fez mudar. Eu acordava e comia chocolate igual, não importava se estava com 2 ou 29 quilos a mais. Também demoro para recuperar a forma porque não posso imaginar a hipótese de faltar leite para um filho meu. No período da amamentação, em vez de escutar a ciência, segui os conselhos de minha avó. Comi canjica, leite condensado e tomei cerveja preta para ter bastante leite. Deu supercerto. Esperava o meu médico me chamar de paquiderme, mas dane-se! Quer saber? Não estou nem aí se a ciência não aprova. O que me importava era minha avó achar incrível eu parecer uma vaca holandesa."

 

 

Amor com limites
"Como mãe, sou muito prática e com uma paciência de tamanho normal. E meus filhos sabem o tamanho da minha paciência pelo tom da minha voz. Como não gosto de ficar horas ninando criança, eu ponho na cama e pronto. Quando o José, o caçula, está muito agitado, digo: ‘José, se você não pegar no sono a mamãe vai chamar a Ana’. Claro que é muito mais gostoso ficar no colo, mas a criança tem que ter conforto em sua própria cama, para poupar a mãe. O limite é explicar: ‘filho, por que você quer dormir no colo se a sua cama é tão gostosa?’. A mesma coisa vale na hora de comer. Em vez de dizer que não tenho paciência para dar comida, eu falo: ‘olha como é gostoso comer sozinho’. Quando a gente conversa, sempre considero que eles têm condição de entender o que estou dizendo, não falo como se os dois fossem bobos. Amor sem limite não funciona tanto assim."

Emoção à flor da pele
"O Tiago diz que eu tenho cara de bicho, que tenho garras e que sei arranhar. Mas eu sou bem serena, calma. Mas eu também sou brava. E não faço pose quando uma coisa me incomoda. E me acho bem transparente. Sou exatamente isso que estou te falando, que eu estou pensando e o que eu estou demonstrando. Se eu fico brava, eu fico brava mesmo, nunca é pela metade."

Sem papas na língua
"Não tenho muito filtro na hora de falar. Posso pensar se vou dar ou não uma entrevista, mas não fico medindo as palavras antes de responder às perguntas. Não me acho impulsiva, mas me considero muito espontânea e às vezes me arrependo. Aquele comentário que postei no Twitter quando a Sthefany (Brito) chegou ao Brasil me trouxe um certo incômodo. É que eu não tive a intenção de fazer nenhum julgamento e fiquei arrependida, porque isso criou um disse-me-disse. Mas depois eu encontrei com o Kayky (Brito, irmão de Sthefany), me desculpei, e ele disse que a Sthefany nem tinha ligado".

in http://www.terra.com.br/istoegente/edicoes/565/artigo178289-4.htm

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