Como adaptar a dieta do Bebé à dieta familiar?

bebe alimentacao 226637

bebe alimentacao 226637Por volta dos 10-12 meses de idade, as crianças por já deveriam estar a ultrapassar, com sucesso, a introdução dos vários alimentos sólidos que lhe vão sendo oferecidos, na dieta. Sempre sob vigília, a mãe e outros familiares responsáveis pela alimentação do bebé sabem que têm que garantir que a introdução de um novo alimento seja oferecido individualmente para que, decorridos 2 ou 3 dias, seja mais fácil detetar uma possível alergia ou intolerãncia. Mas, cerca de 3 a 5 meses depois do início da alimentação sólida, a verdade em que se inicia uma verdadeira rotina alimentar leite-sopa-fruta que pode ser cansativa, se não for devidamente dinamizada e poder até comprometer o interesse infantil pela alimentação, sobretudo se esta rotina ocorrer dias a fio.

 

Passo I: Promover a transição
Nestas idades, e por outro lado, está também na altura de começar a promover a transição para a alimentação adulta…o que fazer?

Para isso, os pais devem estar sensibilizados que o bebé precisará de um período lento e subtil de adaptação pelo que os progenitores deverão começar a introduzir na sua dieta novas texturas, e paladares, que estimulem não só a diversificação alimentar mas também, e muito importante, a evolução do paladar do seu rebento…
É pois, também, uma excelente altura para promover uma alimentação saudável em toda a família que, recorrendo a excelentes pratos (possíveis de serem também saudáveis!), promover a confeção de açordas, massinhas e arrozes malandrinhos onde deve reinar o azeite extra-virgem, a cebola e o alho e porque não um leve, muito leve, refogado que enriquece, em sabor, estes preparados culinários? Por outro lado, os purezinhos de legumes com carne ou peixe são igualmente uma boa sugestão, e sendo um prato que a mamã poderá extender à restante família, com o menor trabalho!

Passo II: Adaptação da dieta familiar à dieta do bebé… ou o contrário?
É importante que a mamã reconheça que, na verdade, esta etapa deverá representar uma adaptação da dieta familiar à dieta do bebé e nunca o contrário…incorrendo de se elevar, drasticamente, o consumo de sal e outros ingredientes ainda interditos ao sistema digestivo do Bebé! Aliás, é controverso, que estudos concluam que a dieta infantil entra em declínio a partir dos 3 anos, quando finalmente a criança está adaptada totalmente à panóplia de alimentos e a família derruba, por completo, todos os cuidados alimentares implementados anteriormente… é pois fundamental, mantermos alguma firmeza conjugada com alguma flexibilidade e, sobretudo, saibamos educar as nossas crianças a saber comer bem. Para isso só temos que dar o exemplo e promover uma alimentação saudável no lar. Cada dia!

Alguns cuidados
Então, como realizar esta etapa de transição, da dieta do bebé para a dieta adulta? A idade que o bebé terá nesta fase é variável e depende, não só, da receptividade e ritmo alimentar mas também se o bebé está a ser amamentado, retardando assim, e muito favoravelmente, a sua educação alimentar. Portanto, a mamã deverá constatar o ritmo alimentar do bebé e compreender quando é chegado o momento: a criança já faz almoço e jantar completos?
Se a sua resposta é sim, informe-se com o pediatra e prepare-se para uma nova etapa: reduzir a importância do papel da sopa ( ver aqui como) para que o apetite que fica convide o bebé a procurar alimento no 2º prato. Para isso, garanta que esta oferta é apetitosa recorrendo também à introdução de ervas aromáticas (ex. salsa, coentro, hortelã, funcho…) que enaltecem o sabor de qualquer prato e já podem ser consumidas a partir dos 8 meses.

As considerações chave…
Assim, para garantir o sucesso desta nova fase, à base de purezinhos e outras texturas menos homogeneas, deverá ter-se  em consideração o seguinte:
– Redução da sopa, quer em quantidade quer em espessura;
– Criar novos pratos com novas texturas: purezinhos, açordas, farinhas de pau e até mesmo evitar triturar totalmente a sopa;
– Recorrer a interessantes estratégias culinárias para tornar os pratos muito apetitosos e sempre saudáveis: azeite (pouco), alho, ervas aromáticas, adição de fruta, cores apelativas, etc;
– Iniciar a introdução de novos pratos, e texturas, em alturas em que o bebé não está cansado, preferindo a hora do almoço ou durante o fim de semana;
– Reduzir, na sopa, a quantidade de carne, peixe ou gema de ovo assim que o bebé se encontra adaptado ao 2º prato. Deste modo evita-se o excesso de proteina.
– Fasear a quantidade de alimento ingerido, deste o início da refeição para salvaguardar a ingestão, no final, da fruta  para garantir a absorção mais eficaz do ferro existente na carne, peixe e ovo. Por isso mamã, é importante gerir bem as quantidades para que o filhote consiga chegar ao fim da refeição. Combinado?

Qual a sua opinião?
Considera que o processo de transição da alimentação inicial do bebé para a alimentação adulta é um processo difícil? Como reaje a família com estes novos preparados culinários? Se acha que tem uma experiência chave, conte-nos e partilhe o seu conhecimento.

Dra. Solange Burri
Consultora em Segurança Alimentar doméstica
Website: BabySOL

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