Como ocupar os miúdos de férias

Por todo o País existem inúmeras alternativas para ocupar crianças e jovens nas duas semanas de férias da Páscoa, que agora se iniciam. Conhecer os bastidores do Zoo de Lisboa, passar uma ou duas semanas a treinar no Estádio da Luz, aprender a moldar barro no Museu da Olaria de Barcelos ou desenvolver a criatividade e capacidade de expressão na Fundação Serralves (Porto) são algumas das alternativas disponíveis no roteiro que o CM apresenta. Nos principais centros urbanos, as famílias têm quase sempre de abrir os cordões à bolsa, mas em cidades mais pequenas há autarquias que oferecem programas gratuitos. É o caso de Albufeira, que promove um programa grátis para 40 jovens dos 10 aos 18 anos que inclui um cruzeiro e uma viagem à Isla Mágica (Espanha), entre outros. Já não há vagas e até tem lista de espera. Já em Lisboa, as coisas são mais complicadas. Joana, de 8 anos, vai experimentar pela primeira vez um campo de férias perto de Vila Franca de Xira. "Vão ser três dias de actividades radicais e vai custar 105 euros. "É um presente de anos", diz Filipa Gordo, de 34 anos, mãe de mais três filhos. "Como estou desempregada posso ficar com eles. As férias são para dormir à vontade, ficar de pijama até às 4 da tarde, passear ou ir até à casa dos avós". Para quem está a trabalhar, os programas do Oceanário ou do Zoo de Lisboa podem ser uma boa alternativa. Das 9h00 às 18h00 as crianças vivem experiências únicas. "Os miúdos podem, por exemplo, preparar e levar a comida aos lémures ou visitar os bastidores do delfinário", explica ao CM Antonieta Costa, responsável do centro pedagógico. Os centros Ciência Viva e museus por todo o País apresentam também várias opções. CONFAP PROPÕE PROGRAMA NAS ESCOLAS A maioria das famílias portuguesas não tem capacidade financeira para colocar os filhos em actividades de férias. A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) sugere, por isso, que haja uma oferta de programas de férias nas escolas públicas. "Era essencial que houvesse uma oferta generalizada de actividades de férias nos agrupamentos escolares em articulação com as autarquias. Isto prevendo que os pais com disponibilidade comparticipem, enquanto 20 a 30 por cento não pagaria, por ter direito à acção social", disse ao CM Albino Almeida. O líder da Confap sublinha que já há oferta disponível em algumas escolas, mas admite que a resposta da "rede privada e das IPSS" tem sido decisiva. in cm

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