Actualidades

Crianças aprendem com a TV

Crianças aprendem com a TV
do Bebé

Os programas para as idades pré-escolares são muito caros e exigem um grande rigor. RTP 2 é o único canal português a produzir conteúdos didácticos para os mais pequenos.
A ‘Ilha das Cores’ é o único programa infantil inteiramente produzido em Portugal exibido nas televisões generalistas. O formato, destinado a crianças em idade pré-escolar, dos dois aos cinco anos, foi criado por Teresa Paixão, que há 20 anos é responsável pelo departamento Infantil da RTP 2.

“Há pelo menos duas gerações que, se escolheram ver a RTP, o fizeram porque eu decidi pôr lá os programas. É uma responsabilidade muito grande”, reconhece. “Temos projectos para a idade escolar, dos 7 aos 10 anos, e para os pré-adolescentes, dos 11 aos 13 anos. A incidência principal é no grupo pré-escolar, onde se insere a ‘Ilha das Cores’, porque a televisão privada não o faz. São programas muito caros, que exigem um grande rigor. Não pode haver erros”.

A ideia para ‘Ilha das Cores’, um programa que ensina a contar, a ler e a falar inglês, ao mesmo tempo que explica as tradições culturais do País, surgiu pela experiência acumulada da autora. “Fiz a ‘Rua Sésamo’[apresentada por Alexandra Lencastre], o ‘Jardim da Celeste’ [conduzido por Ana Brito e Cunha] e  já vi milhares de programas infantis. Acho que tenho uma espécie de uma videoteca na cabeça e agarrei nela e comecei a juntar ideias”. “Aprendemos imenso com a ‘Rua Sésamo’. Era um formato que tinha uma parte já feita, que vinha dos Estados Unidos, e outra construída cá.

Depois fizemos o ‘Jardim da Celeste’, que já era inteiramente português, mas, no fundo, fomos completamente influenciados pela ‘Rua Sésamo’. Dez anos depois fizemos a ‘Ilha das Cores’”, recorda.Os guiões são escritos por várias pessoas – Isabel Medina, coordenadora da equipa, Rui Vieira Lopes, Isabel Costa, Diogo Tomás e David Cabral. “Aqui a maioria são homens e foi um bocado propositado porque todo o resto da equipa são mulheres, um total de dez”, admite. Para fazer a ‘Ilha das Cores’ a equipa teve o cuidado de saber o que se aprende nos jardins de infância mas também acrescentar algo mais: “A televisão é uma janela mais aberta para o Mundo do que a escola”, explica.

Teresa Paixão tem recebido alguns e-mails de pais, sobretudo quando as crianças são mais pequenas. “Os mais crescidinhos já escrevem mas, curiosamente, dos educadores de infância e professores não temos tido notícias. No fim do programa passa em rodapé o e-mail [ilhadascores@rtp.pt]. Pais e filhos dizem que gostam muito do programa”, refere, acrescentando que responde praticamente a todos os e-mails. “Quando deixam o número de telefone prefiro falar com eles, porque por escrito colocam uma questão e em conversa põem dez ou vinte e nesse sentido é muito melhor”. A responsável pelo departamento Infantil da RTP 2 confessa que ficou surpreendida por ter “algumas reacções de pessoas que acham que não se deve ensinar inglês”. “Com o inglês as pessoas, sobretudo as mais velhas, dizem que estamos a desvalorizar a Língua Portuguesa. Não consideram uma mais-valia. Foi a única reacção negativa que tivemos”, conta.

O professor Nelson Lima, director do Instituto da Inteligência, viu alguns episódios e disse à Correio TV que “qualquer programa didáctico ajuda as crianças a lidarem com artefactos tecnológico, a saber tirar partido deles e a não ficarem dependentes. O que importa é a variedade. O nosso cérebro necessita, sobretudo nas idades mais jovens, de uma variedade enorme de estímulos de forma a que possam crescer e descobrir novos horizontes”.

Apesar do carácter didáctico do programa foi difícil convencer figuras públicas a participarem em ‘Ilha das Cores’. “Tivemos muitas dificuldades e muitas pessoas disseram não, o que é estranho. Recordo-me, quando estive nos Estados Unidos da América a ver como se fazia o original da ‘Rua Sésamo’, de ver o próprio Paul Simon que foi lá cantar a canção do abecedário. Cá, os artistas querem cantar as suas próprias canções ou contar as histórias que escreveram ou que idealizaram. Fiquei bastante surpreendida porque convidámos muitas figuras públicas para, por exemplo, contar até dez no programa, e acabamos sempre por recorrer às pessoas que trabalham para nós porque se sentem mais à-vontade e não se importam”, conta Teresa Paixão.

in CM

Click to add a comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Actualidades
do Bebé

More in Actualidades

fundação rui osório de castro

Workshop de Moda para Crianças do IPO de Lisboa

Mulher dá à luz a bebé ‘grávida’ de gémeos

operação nariz vermelho loja online

Operação Nariz Vermelho lança loja online

O MUNDO SECRETO DOS BEBÊS

O Mundo Secreto dos Bebês: Série mostra como pais devem agir quando bebés começam a falar

fetos de bebés em impressoras 3D

Empresa da Estónia cria “bebés” em impressoras 3D

Sangue de cordão

Sangue de cordão não é seguro de vida diz uma campanha no Brasil

bebés trocados

França indemniza famílias com bebés trocados

A Genética e fatores ambientais influenciam na evolução infantil

A Genética e factores ambientais influenciam na evolução infantil

Parceiros:
contacto: info@dobebe.com

Copyright © 2016 doBebe.com.