Alimentação e Receitas

Crianças e o Marisco

Crianças e o Marisco
do Bebé

O marisco mais consumido em Portugal caracteriza-se por:
– Bivalves (amêijoas, conquilhas, berbigão, mexilhão, lapas);
– Sapateira/Lagosta/Lagostim/caranguejo – crustáceos;
– Camarão/Burriés/PerceBes, Buzios;
– Canivetes/Ostras/Navalheira.

Bem… há muitos mais. Mas de um modo geral, todos eles são altamente alergénicos.

Relativamente à segurança alimentar da mariscada, queria alertar para o seguinte:

– No geral, todo o marisco desencadeia episódio de alergias, porque são de facto alergénicos para o organismo e porque são portadores de contaminantes que podem veicular doenças com sintomatologia semelhante ao quadro clínico que as alergias, do foro alimentar, registam. Por isso não devem ser ingeridos por crianças com idade inferior a 3 anos e até por pessoas mais sensíveis.

– São veículos de um elevado nº de doenças, dado que acumulam da água em que vivem contaminantes que não são eliminados durante o processo culinário (biotoxinas). Por outro lado, dado que, por vezes, são pouco cozinhados, para assegurar o máximo sabor, podem ser portadores de bactérias e vírus que normalmente possuem;

Embora muita gente desconheça, as biotoxinas são o problema mais sério e o menos conhecido. Nesse sentido sugiro que tenham alguns cuidados na sua compra de modo a evitar este tipo de contaminantes, com elevado impacto na saúde:

– NUNCA, mas NUNCA, compre bivalves frescos a granel, como se vê em mercados e até na rua, junto às praias. Compre apenas em saco de rede com a etiqueta de identificação;

– Os bivalves frescos devem estar fechados, se estiverem abertos devem responder ao toque;

– No prato só os bivalves que abriram, durante a cozedura, podem ser ingeridos;

– Se vai praticar apanha lúdica, informe-se devidamente com as autoridades locais se a apanha está autorizada. Infelizmente, a pior altura para comer marisco é no Verão, onde se verifica a maior procura e consumo;

– Os congelados não têm perigo de segurança alimentar, se devidamente transportados e armazenados, apenas o potencial alergénico e como tal, o consumo infantil, deve ser impedido.

– Comer em restaurantes, ponho algumas reservas, depende do local, depende do restaurante. Infelizmente existe ainda pouca fiscalização pelo que o consumo em restaurantes locais deve ser realizado com a máxima ponderação, para se evitarem episódios de doença nas horas/dias subsequentes… 

Draª Solange Burri
Licenciada em Microbiologia
Pós-Graduada em Segurança Alimentar
Univ. Católica Porto
Especialistas dobebé

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