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Desvende os diferentes tipos de partos

Desvende os diferentes tipos de partos
do Bebé

A medicina e a tecnologia evoluem a cada dia e estão à disposição dos pacientes. Mas quando o assunto é maternidade, a facilidade oferecida não é unânime. Segundo números da Agência Nacional de Saúde, em 2009, 84% dos partos realizados em hospitais particulares foram do tipo cesárea, número que chegou a 31% da rede pública. Os índices são superiores à recomendação da Organização Mundial de Saúde de apenas 15% dos partos.

Os dados colocam o país entre os recordistas na cirurgia e o cenário engloba ampla discussão que passa inclusive pelo sistema de saúde brasileiro, já que para os médicos seria mais vantajoso marcar dia e horário para um procedimento rápido, do que encarar partos que podem levar horas. Em um editorial, a revista British Medical Journal apontou o parto do tipo cesárea como cirurgia "politicamente incorreta".

Mas no universo particular de cada mulher, a questão parece ser definida muito antes da gravidez e ter a ver com estilo de vida e convicções. A modelo Gisele Bündchen, 29, adepta de práticas como ioga e meditação, ativista em defesa do meio ambiente e que sempre proclamou levar uma vida simples e próxima à natureza, escolheu dar à luz ao seu primeiro filho à moda antiga: em casa e sem anestesia.

Antes que as leitoras fiquem com cabelo em pé, acreditando que se trata de uma tendência, na medicina atual o caminho é deixar que as mulheres escolham como querem parir. "Elas podem escolher como querem dar à luz. Se podem escolher passar 12 horas anestesiada para fazer plástica, por que não podem optar pelo tipo de parto?", disse o médico do Hospital e Maternidade Santa Joana, Dirceu Faggion, ao Terra.

Mesmo com essa liberdade, o especialista não apoia a decisão da top brasileira. "Para mim é um retrocesso. Sou formado há 30 anos quando as maternidades não tinham banco de sangue, pediatra de plantão nem suporte de UTI. E tudo isso foi um ganho para a mulher", afirmou.

Veja abaixo as diferenças entre os tipos de parto, como são feitos e os cuidados necessários para optar como o bebê irá nascer.

Parto humanizado
Hoje, fala-se em parto humanizado, o que passa longe de dar à luz de cócoras e sem assistência. É feito no hospital e com anestesia. A diferença é que acontece no quarto onde está a paciente que, com pequenas mudanças, transforma-se numa sala de parto. O marido pode acompanhar e as substâncias anestésicas são ministradas segundo a fase do parto. "É analgesia e não anestesia, que pode ser lenta ou rápida segundo a dilatação da mulher e que, próximo ao período de expulsão, pode-se fazer anestesia tipo rack e peridural combinadas. Assim a mulher recebe de acordo com a evolução do parto. Antes era feita em uma única dose. Se o parto demorasse meia hora, a mulher passaria horas anestesiada, mas se levasse 12 horas, precisaria ser anestesiada de novo", disse Faggion. Na sala de parto humanizado, a mulher age como se estivesse em casa, pode caminhar, tomar banho para ajudar na dilatação.

Parto domiciliar
Sem citar a experiência das parteiras, que ainda garantem os nascimentos em muitas regiões brasileiras, o especialista do hospital Santa Joana afirma que a maioria dos médicos não tem treinamento para partos, como o da modelo Gisele Bündchen. "A medicina é dinâmica, muda a todo momento. E se a mulher precisar ser encaminhada com urgência para uma UTI?", disse.

Parto normal
Mulheres que desejam dar à luz sem recorrer à cesárea precisam controlar peso, fazer exercícios e levar uma vida saudável. As que engordam muito têm mais chances de ter bebês muito grandes, e começam a inviabilizar um parto normal, pois o nascimento de um bebê de 4 kg tem mais chances de se complicar do que um menor, pois pode haver problemas para a passagem dos ombros pelo canal vaginal, por exemplo. "A mulher também precisa querer o parto normal, ter essa cultura, ter família que apoie", disse Faggion.

Parto normal 2
Fora a questão do ganho de peso excessivo, o parto normal não oferece riscos à mãe ou ao bebê desde que a gestação tenha sido acompanhada pelos exames pré-natal. "Os riscos são muito baixos se foi feito um pré-natal correto, se os riscos de má-formação foram excluídos pelos resultados dos exames de ultrassom, se o bebê não for prematuro e a paciente não sofrer de hipertensão", afirmou o especialista. A Organização Mundial de Saúde recomenda seis consultas durante a gestação e são fundamentais os ultrassons feitos no primeiro e segundo trimestre da gravidez.

Passou das 40 semanas
Muitas mulheres optam pelo parto tipo cesárea quando a gravidez passa das 40 semanas, para evitar riscos ao feto. Segundo Dirceu Faggion, é mais comum um erro de cálculo das gestantes. Se a gravidez foi acompanhada de exames de ultrassom, a chance de erro na verificação da idade do feto é de apenas três dias.

Dores
Enquanto Gisele apontou a prática de meditação como meio para controlar a dor durante o parto, uma inglesa contou com ajuda da hipnose. Louise Walker, 30, estava em trabalho de parto havia seis horas quando foi hipnotizada por Paul Hazell. Pois foi assim que aguentou as quatro horas seguintes antes do nascimento de seu primeiro filho. "Sou muito cética. As dores eram absolutamente agonizantes, foi a pior coisa pela qual já passei. O hipnotizador chegou no meio de uma contração e no momento em que começou a falar comigo, me senti uma pessoa totalmente diferente. Eu continuava ali, mas as dores tinham desaparecido", contou ao jornal Daily Mail.

Cesárea
Os que não consideram a cesárea um direito de escolha da mulher, questionam sua necessidade principalmente quando as gestantes marcam a data para nascimentos dos bebês. Segundo a medicina, é possível agendar sim o nascimento da criança desde que respeitado o seu ciclo de desenvolvimento. "O bebê atinge maturidade por volta da 37ª semana, antes disso considera-se parto prematuro e ele nasce com desconforto respiratório. O ideal é marcar a operação para o mais próximo possível da data provável do parto", disse Dirceu. Hoje a recuperação da operação se aproxima bastante da do parto normal e em 48 horas a mãe recebe alta do hospital e fica praticamente sem cicatriz, pois cortes menores e técnicas menos invasivas são usadas pelos especialistas.

in saudeterra.com.br

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