Eczema Atópico : 10 dicas para viver melhor

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 O Eczema Atópico (EA) é uma patologia crónica da pele, caracterizada por comichão, inflamação, pele áspera e seca. Surge, normalmente, no primeiro ano de vida e, a nível mundial, afecta 1 em cada 5 crianças, sendo que a prevalência tem duplicado nos últimos 30 anos.

 Em Portugal, cerca de 10% das crianças sofrem desta doença. Os pais têm, normalmente, muita dificuldade em perceber qual a melhor forma de ajudar os seus filhos a lidar com o problema. Para dar resposta a essa necessidade, a Astellas Pharma, com o apoio de um grupo de dermatologistas internacionais, criou uma lista de dez conselhos-chave:
1) Fazer um “Diário da Doença” em que se registam todas as crises. Dessa forma, conseguem-se estabelecer padrões de relação com os factores que são desencadeadores da doença e prevenir;

2) Informar os professores da doença e fornecer uma lista de substâncias ou actividades que o (a) seu (sua) filho (a) deve evitar para não despoletar uma crise de EA;
3) Evitar roupa apertada e áspera. Lã e alguns tecidos sintéticos podem causar irritação da pele. As etiquetas também costumam ser um motivo de desconforto para os doentes com EA e devem ser removidas;
4) Envolver a criança no processo de prevenção e tratamento. Ensiná-la do que deve evitar e o que tem sempre de fazer para, mais tarde, não sofrer de uma crise;
5) Manter as unhas das crianças curtas, pois se não conseguirem evitar coçar, os danos causados serão menores;
6) Pensar de forma sazonal. O ar condicionado, no Verão, pode “secar” mais a pele, tal como o aquecimento excessivo, no Inverno. É importante tentar manter uma temperatura constante nas divisões da casa;
7) Hidratar, hidratar e hidratar. É fundamental que a pele da criança esteja constantemente hidratada, para evitar que fique “seca” e com “escamas”. É aconselhável levar para a escola um hidratante para que possa aplicar sempre que sinta a pele a desidratar;
8) Atenção à alimentação. Em 10% dos casos há alimentos que funcionam como desencadeadores do EA. Leite, ovos, citrinos, amendoins e chocolate são os mais comuns. Identificar e evitar os alimentos desencadeadores pode ser “meio caminho” para o sucesso;
9) Eternizar o “ritual” do banho diário. É das medidas mais recomendadas para as crianças com EA. A temperatura da água deve ser tépida e a casa-de-banho não deve estar muito aquecida. O banho não deve ultrapassar 20 minutos e o duche é mais aconselhável.
10) Obter o tratamento “certo”. Não há cura para o EA e as terapêuticas actuais actuam sobre os sintomas. Assim, é fundamental que, em conjunto com o médico, decidam qual o tratamento mais adequado para a sua criança. 

 

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