Educação e Parentalidade Positiva

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Há umas semanas, uma leitora pediu-me para definir Educação e Parentalidade Positiva. E embora esta seja a minha área de estudo, a verdade é que esta questão tão básica e, aparentemente tão simples, não tinha estado no meu centro de interesses nem reflexões. E, sinceramente, não vejo porque arranjar uma definição, correndo o risco de a limitar. Prefiro explicar – torna tudo mais claro!

Então vamos lá!
Que palavras é que me vêm à cabeça quando penso em Educação e Parentalidade Positiva?
Penso em:
Vinculação | Felicidade | Amor | Tempo especial | Humanização | Respeito |
A parentalidade positiva tem a ver com respeito. Mas que tipo de respeito? Aquele que acontece quando consideramos a criança que temos à nossa frente, desde o exacto momento em que nasceu, como um ser humano inteiro. Sim, um ser humano que já é capaz de entender, que é feito tal e qual como tu e eu. E respeitá-la é falar com ela, é explicar-lhe as coisas que acontecem e que vão acontecer. É dizer-lhe a verdade em todos os momentos. Esta é a base para que possamos ajudar o nosso filho a desenvolver-se de forma segura e emocionalmente estável.
O termo parentalidade positiva tem, associado a ele, o termo de vinculação. Na verdade, a relação mais importante que o nosso filho vai ter, na sua vida, é a ligação aos pais. E como é que eu mantenho uma vinculação forte com o meu bebé que, mais cedo ou mais tarde já é uma criança e que, sem que eu me tenha dado conta se torna num adolescente que se fecha no quarto, com os headphones nos ouvidos? Fazendo uso da empatia, escutando com muita atenção e, acima de tudo, respeitando a sua natureza única.
Suspeito que já tenhas ouvido falar nos termos acima mas, na prática e no corre-corre do dia-a-dia, é muito difícil pô-los em prática ou até lembrarmo-nos de o fazer. Com exemplos vamos mais longe e é justamente isso que encontrarás aqui, nas próximas crónicas.
Hoje quero que compreendas o que é esta filosofia – sim, a parentalidade positiva é uma filosofia e não um método. Métodos são coisas pouco flexíveis e que nos retiram autonomia. Métodos são coisas que nos podem dar um sentimento de culpa porque, quando não funcionam, corremos o risco de pensar que não somos capazes ou que a situação não é possível de ser gerida.
Há inúmeros estudos que comprovam que esta filosofia e que este tipo de vinculação é determinante para que aconteça um crescimento emocional seguro. É determinante para que as crianças se sintam seguras e que, assim, possam fazer as melhores opções para as suas vidas. Quando respeitamos os nossos filhos ao ponto de confiarmos que são capazes de tomar as melhores decisões, mais auto-confiantes se sentem. É a chamada ‘pescadinha de rabo na boca’. 

Finalmente, e em jeito de resumo do que disse acima, deixo-te um desafio para este mês. E qual é ele? É seres genuín@. Não há nada que funcione se isto não estiver lá! Podes aprender a respeitar uma criança. Podes fazer um esforço inicial para escutares o teu ‘little one’, podes aprender a brincar mesmo que seja uma coisa que não te encha as medidas mas, se não fores genuín@ e espontâne@, nada resulta. Os putos percebem quando não estamos a ser autêntic@s e quando estamos a seguir um guião. E eles não querem pais que estejam a fingir. Sabes, ninguém disse que ser pai e mãe é uma tarefa fácil. Mas, ao mesmo tempo tenho muita dificuldade em aceitar que se possa dizer que tudo se cria. Sim, tudo se cria – a questão é mesmo como é que se cria e em que condições deixamos o ‘produto’ final.
No próximo artigo lerás sobre a diferença entre educação autoritária e permissiva e como é que esta mudança de paradigma educacional nos permite educar com base no amor e não com base no medo. Até lá, escuta mais, observa mais e sê genuín@.
Até daqui a um mês!

Crónica de Magda Gomes Dias
BLOG – http://mumstheboss.blogspot.pt/

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