Enjoos na gravidez protegem o feto

As grávidas que enjoam deviam ter um subsídio superior a todas as outras, sobretudo se se trata de um segundo filho e decidiram, apesar de terem consciência do que as esperava, dar mais um soldado à Pátria. Quem já passou por isso sabe o que são dois, três, quatro, às vezes mais meses em que se é perseguido, na melhor das hipóteses, por uma náusea omnipresente ou, pior, por náuseas e vómitos constantes.

O mais irritante, no entanto, é ter que a esse distúrbio funcional somar os comentários, muitas vezes dos próprios técnicos, que insinuam que os enjoos são psicológicos e revelam que a mãe no fundo, no fundo, no fundo, rejeita aquele bebé. Bah, dá vontade de vomitar em cima destes psicanalistas de algibeira.

Caso seja assediada por uma dessas irritantes criaturas, convencida que lê o insconsciente alheio, responda-lhe com os mais recentes dados científicos que revelam exactamente o contrário: as mulheres que mais vomitam são aquelas cujo corpo, e feto, mais fazem para não permitir um aborto espontâneo.

Começando pelo princípio, e em termos muito simples: o sistema imunitário feminino tem a possibilidade de baixar as suas defesas para não rejeitar o “corpo estranho” que é o embrião que se nidifica no seu útero.

Para defender o bebé produz-se uma hormona chamada Gonadotropina Humana Coriónica (hCG), e os enjoos são o efeito secundário dessa substância que é mais alta nas mu-lheres com a síndroma NVG (Náuseas e Vómitos na Gravidez). Ou seja, quanto mais enjoada uma grávida se sentir, menor é a probabilidade de perder o bebé.

Pode juntar a estas munições um estudo agora divulgado pela revista Science et Vie. Depois de ter analisado as NVG em duas mil mulheres de sete culturas diferentes, uma equipa de investigadores concluiu que o enjoo é um mecanismo de defesa contra alimentos que podem ser tóxicos para o feto, sobretudo nos primeiros três meses de gestação, o período em que se dá a formação de todos os órgãos.

Nas culturas onde a alimentação é à base de cereais há menos enjoos, e naquelas em que a carne, com um grande potencial tóxico, faz parte do menu principal, atingem três quartos das grávidas. Por isso, fuja dos sabores fortes, mas não deixe que seja quem for lhe meta macaquinhos na cabeça.

in Destak

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