Entrevista a Ana Galvão e Nuno Markl

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Vamos começar um novo ciclo na vida do Portal dobebe.com, teremos algumas novidades e a primeira são entrevistas a mamãs e papás  que conhecemos da televisão, da rádio…os primeiros papás dispensam apresentações! A mamã é linda de morrer e o papá tem muita, mas muita piada…juntos fizeram um bebé, o Pedro! Que foi mudar as suas vidas…vejam aqui o que estes papás hiper simpáticos tem a dizer sobre a maternidade no ponto de vista dela …e dele!

 


A gravidez foi programada?
Não foi. Tinha vontade de ser mãe mas estava a tornar-se num projecto eternamente adiado.

2- Como deu a noticia ao Nuno
Na altura da descoberta o Nuno estava a gravar um programa de rádio e eu não o podia interromper. Fuí a rádio, dei a notícia a uma amiga, e só duas horas depois é que chamei o Nuno ao meu estúdio onde eu estava a fazer emissão. Olhei para ele e perguntei-lhe se gostava mesmo de mim. Ele respondeu afirmativamente. E aí eu disse-lhe: "é que estou grávida"
 
3-Sentiu desejos durante a gravidez?
Muito poucos. Apenas uma vez por pipocas de cinema,aliás fui mesmo comprar a um centro comercial. Depois utilizei descaradamente a fama dos desejos para pedir ao Nuno que me comprasse cerejas, embora a vontade de as comer fosse tão forte como antes de estar grávida.
 
4-Fazia ideia do que a esperava?
O ser Mãe…
Não, de forma alguma. Tenho uma irmã de 4 anos que passou muito tempo comigo quando era bebé. Pensei que de certa forma isso me tivesse preparado. Mas nada é parecido com o que se sente com o próprio filho, as preocupações e sobretudo a responsabilidade de se tomarem todas as decisões
 
5- Preparou-se à medida que o seu corpo evoluía…cremes contra a estrias, celulite etc?
Sim, sempre. Fui uma consumidora compulsiva de creme.

6- A sua gravidez foi uma gravidez “Santa”? (sem enjoos, caimbras e afins?)
 Uns enjoos nos primeiros meses mas nada de anormal. Também sou uma pessoa bastante descontraída em relação aos problemas físicos e como não dou muita importância, não sentí muitos problemas. Apenas no fim da gravidez tive um pouco de desconforto com a circulação nas pernas, mas também nada digno de preocupação.

7- O seu parto foi como o idealizou? O Nuno assistiu?
Não cumpriu os meus desejos, o parto. Idealizei um parto natural com o Nuno ao meu lado. No fim, e por razões de saúde do bebé, resultou um parto com cesariana e com os enfermeiros e o cirurgião ao pé de mim.
Preferia ter daqueles partes humanizados?
Suponho que se refere aos partos em casa, sem a frieza dos hospitais. Não, nunca me passou pela cabeça. Com as condições médicas e de higiene que hoje existem nos hospitais e a rapidez em resolver os problema clínicos que possam surgir não me atrai a ideia de arriscar um parto mais "humanizado".
 
8-Como foi a primeira semana com o Pedro nos braços. Algum episódio giro aconteceu  por ser mamã de primeira viagem ?
A primeira semana foi literalmente "ter o Pedro nos braços". Aliás, para além de não conseguir tirar o Pedro de cima de mim, tão boa era a sensação, nem sequer saí do meu quarto nas duas primeiras semanas. A primeira vez que fui à sala após ter sido mãe tive a sensação de ter aterrado num destino exótico. Acho que a experiência, ou melhor, a inexperiência de se ser  mãe pela primeira vez é um sem fim de episódios giros. O Pedro era tão pequeno que toda a roupa lhe ficava enorme. Um bom dia, farta do tempo perdido na hora de vestir, peguei na tesoura e cortei todas as mangas sem piedade. Para além dos biberões esquecidos e derretidos em panelas a ferver e o estado caótico de desarrumação após os primeiros banhos.

9- Está a amamentar? Sente dificuldades?
Tive muitas dificuldades na amamentação, a subida de leite foi complicada, mas com bastante força de vontade conseguí dar de mamar até aos 4 meses. Depois fui ficando sem leite aos poucos.
 
10-Descreva o seu filho…numa frase!
A minha sétima maravilha.

11- Vai ser o primeiro natal do Pedro…o natal agora tem outro significado para vocês?
Na verdade um filho muda tanto a perspectiva das coisas que sendo eu uma pessoa que não acha particular graça à loucura do Natal anseio pelos anos vindouros em que o Pedro comece a ter noção do que significa esta época para lhe proporcionar incríveis experiências natalícias.
 
12- Teve depressão pós parto?
Não lhe chamaria depressão, o que sentí não foi tao tremendo. Mas sentí-me a ir um bocadinho abaixo nalguns momentos. Uma sensação de vazio tremendo, sem explicação, e uma vontade de chorar interminável. Felizmente o Nuno, e o seu sentido de humor, ajudaram bastante.
 
13-Já conseguiu recuperar as suas formas? Preocupa-se com isso?
Ainda não de todo, mas já me vou sentindo melhor. Claro que preocupo com isso, a transformação do corpo é notória. Enquanto estive a dar de mamar tinha consciência que as dietas estavam fora de questão, depois disso começou o ataque aos quilos a mais.
 
14- O Nuno é um pai muito presente e ajuda bastante?
Sim. O Nuno está tão envolvido quanto eu e isso nota-se na relação equilibrada que o bebé tem com os dois. Eu não lhe chamaria ajuda porque ele trabalha tanto quanto eu. Obviamente há coisas que o Nuno nunca tinha feito, como sopas, por exemplo. Mas hoje faz tudo e dividimos tudo a meias.
 
 
 
1- Como é ser pai?
 É uma pergunta difícil de responder porque parece que qualquer coisa que se diga soará sempre a cliché, e os clichés são, por definição banais e vazios. Mas é uma forma de felicidade muito pura e completa, e nenhuma outra realização que eu tenha tido na vida pode comparar-se a isto. É também mais divertido do que se publicita, mesmo naquela fase mais problemática das primeiras semanas, com os constantes despertares a meio da noite.

 

2- Tem saudades das noites em que dormia uma noite inteira?
Não, porque tenho dormido noites inteiras! Os tempos de acordar de duas em duas e de três em três horas já passaram e agora temos um sistema de noites alternadas caso ele acorde a meio da madrugada. Mas ultimamente tem dormido a noite toda, que nem um senhor. Curiosamente, nos tempos das noites interrompidas, apercebemo-nos que o corpo humano deve vir equipado com um sistema qualquer que permite que, nessa fase da vida de um humano, nós consigamos cuidar de um filho pela madrugada fora e, ainda assim, ter energias para trabalhar durante o dia.

3- Tem episódios giros de quando cuida do Pedro?
Acho que o episódio mais giro tem a ver precisamente com o dia em que ele nasceu. Eu estava prestes a começar as filmagens de A Bela e o Paparazzo, o filme do António-Pedro Vasconcelos. A data das minhas primeiras cenas era 8 de Junho e tanto eu como o António-Pedro e a produção estávamos a rezar a todos os santinhos para que ele nascesse ou antes ou depois, porque havia sérias possibilidades da Ana dar à luz precisamente no dia em que eu estava a filmar. Felizmente, o nascimento foi no dia 7, ao fim da tarde, e uma das primeiras pessoas a quem comuniquei o nascimento foi precisamente o António-Pedro, que ficou radiante… não só por mim, mas pelo filme! Fui filmar no dia seguinte num estado de felicidade incontida e toda a equipa fez um brinde ao Pedro. Nas folhas de produção havia sempre uma frase inspiradora para cada dia e naquele dia era "Pedro Markl apoia o cinema português!". Foi muito divertido. E parece que o Pedro vai ter direito a um agradecimento no genérico final do filme.

4 – Quer ter mais filhos?
 Sim, ambos queremos e eu já ando a pesquisar na net quais são os procedimentos para se fazer meninas. Mas parece que não é fácil!

5 – Mais fácil escrever um sketch ou cuidar de um bebé?
Parece-me que é escrever um sketch. Porque um bebé é um desafio, mas tem de ser feito e estamos equipados para fazer isso bem, para assegurar que ele come, dorme, faz xixi, cocó e permanece limpo. Um sketch é outra coisa, está dependente da inspiração, às vezes é por encomenda… Sem dúvida que escrever um sketch pode ser mais complicado do que cuidar de um filho. Cuidar de um filho tem de ser bem feito por natureza.
 

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