Estudo revela porque algumas crianças são potenciais vítimas

Todos os factores apurados envolvem a inabilidade da criança para perceber e responder a mensagens não verbais enviadas por outros.

Além de causar problemas de saúde mental, as crianças que sofrem de rejeição social – tal como acontece no bullying – vêm aumentada a possibilidade de «ter más notas, abandono escolar, depressão ou ansiedade, bem como desenvolver dependência de drogas» consideram os investigadores do Rush Neurobehavioral Center, uma instituição de Chicago.

«A capacidade de uma criança para desenvolver relações positivas é crítica para o seu bem-estar» defende o investigador Clark McKown, o principal responsável pelo estudo.

«Comparadas com crianças que são aceites pelos seus pares, as que são socialmente rejeitadas têm um risco substancialmente maior de poder vir a desenvolver distúrbios de adaptação».

Os investigadores observaram dois grupos de crianças, num total de quase 300.

E demonstraram que parte do grupo revelava dificuldades em perceber sinais não verbais ou sociais.

Segundo McKown, «elas pura e simplesmente não notam que os ombros de alguém descaem com o desapontamento ou entendem se a cara de uma pessoa revela raiva ou tristeza».

O segundo factor mais importante, ainda segundo o estudo, é que algumas crianças percebem estes sinais, mas não tem capacidade para lhes dar significado.

O terceiro factor apurado é a capacidade de raciocinar sobre problemas sociais.

«Algumas crianças podem perceber o que está a acontecer, mas são incapazes de resolver adequadamente o problema», afirmou o investigador.

Por outro lado, uma criança que percebe os sinais sociais, reconhece o seu significado e lhes responde apropriadamente – e que é capaz de se auto-regular ou controlar o seu comportamento – tem mais possibilidades de manter relacionamentos de sucesso.

«É alarmante o número de crianças que não consegue resolver todas estas questões e que está em risco de rejeição social», considera.

Nos Estados Unidos, cerca de 13% da população escolar – perto de 4 milhões de crianças – tem dificuldades nestes capítulos.

«Como não se sabia exactamente que comportamentos levavam a criança a falhar, ou como medir as suas capacidades, era difícil ajudar», explica McKown.

«Agora será possível precisar as capacidades que uma criança necessita para se desenvolver».

SOL

 

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