Excesso de vitamina E na gravidez prejudica o feto

O consumo excessivo de vitamina E durante a gravidez pode aumentar o risco de o bebé nascer com um defeito congénito no coração, concluiu um estudo holandês publicado na revista BJOG: An International Journal of Obstetrics and Gynaecology, noticia o site Tribuna Médica Press.

Para este trabalho, os cientistas analisaram 276 mães de crianças nascidas com estes problemas e 324 parturientes que deram à luz bebés saudáveis.

Os dados recolhidos permitiram concluir que a probabilidade de um recém-nascido nascer com defeito congénito no coração é 70% superior naqueles cujas mães consumiram as doses mais elevadas de vitamina E.

Os especialistas verificaram ainda que o consumo, na dieta diária, de grandes quantidade de vitamina E aliado à ingestão de suplementos que contêm esta substância aumentava entre cinco a nove vezes a probabilidade de defeitos congénitos no coração.

Os investigadores explicam que este tipo de regime pode desequilibrar o estado oxidante/antioxidante dos tecidos embrionários. Outros possíveis mecanismos para os efeitos adversos do elevada ingestão de vitamina E incluem a modificação de genes envolvidos no desenvolvimento embrionário do coração e a inibição das enzimas celulares relacionadas com a eliminação das toxinas naturais do corpo.

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