Expansão de células estaminais em laboratório é possível e segura

Um estudo publicado na "Nature Medicine" revela que o processo de expansão em laboratório de células estaminais do sangue do cordão umbilical "é possível e é seguro", revelou hoje a empresa Crioestaminal.

"É o primeiro passo, mostra que o processo é executável e é seguro", afirmou David Ferreira, especialista em imuno-hemoterapia e responsável médico daquela empresa de criopreservação de células estaminais com sede em Cantanhede.

O estudo, publicado recentemente, demonstra que "as células estaminais do sangue do cordão umbilical podem ser expandidas em laboratório, aumentando significativamente a velocidade da recuperação da hematopoiese (produção de células sanguíneas pela medula) e a eficiência dos transplantes" em leucemias.

O sangue do cordão umbilical é "uma fonte eficiente e amplamente usada em doentes que necessitem de um transplante de células hematopoiéticas, como acontece em pacientes com leucemias", segundo uma nota acerca da investigação, feita nos Estados Unidos da América (EUA).

"Neste estudo científico, descreve-se o desenvolvimento de uma metodologia otimizada e clinicamente viável, que permite expandir as células estaminais progenitoras do sangue do cordão umbilical, tendo em vista a sua utilização clínica", indica a nota.

O trabalho liderado por Colleen Delaney, da Division of Clinical Research do Fred Hutchinson Cancer Research Center, em Seattle (EUA), constitui "o primeiro relato de um enxerto rápido proveniente de células estaminais progenitoras expandidas ‘ex vivo’".

Inclui ainda "um ensaio clínico de fase 1 em que o sangue do cordão umbilical, manipulado daquela forma, foi transplantado em humanos, após um condicionamento mieloablativo, ou seja, após tratamento com quimio e/ou radioterapia, tendo em vista a erradicação das células sanguíneas tumorais".

Segundo o médico, "o que é mais importante neste estudo é o facto de se pegar num determinado número de células e, com processos laboratoriais, multiplicá-las", revelando-se a aplicação segura nas pessoas que as receberam.

"Atualmente, a maior restrição ao uso das células estaminais do sangue do cordão umbilical em adultos prende-se com o facto de algumas amostras não conterem células em número suficiente para poderem ser utilizadas, com sucesso, em transplantes", refere o comunicado.

"No entanto, a possibilidade de expandir as células estaminais em laboratório permitirá ultrapassar esta limitação e utilizar em contexto clínico amostras com um menor número de células", adiantou David Ferreira, ao ressalvar que são necessários agora mais estudos para avaliar a eficácia do processo, nomeadamente "ensaios clínicos mais alargados, de fase 2 e 3".

"Este avanço científico vem comprovar o potencial que representa hoje em dia a criopreservação das células estaminais do sangue do cordão umbilical", sustentou o médico.
in destak.pt
 

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