Filhos esfomeados!!!

comida

Dicas para uma boa alimentação e à prova de filhos esfomeados!
1 – Cumprir horários para fazer as refeições. Todas as refeições. E de todos os membros da família: pequeno-almoço, meio da manhã, almoço, lanche, eventual 2º lanche e jantar.
2 – Não comer a meio das refeições. Criar disciplina no organismo. Iniciar uma digestão antes de outra, iniciada à pouco tempo e ainda não concluída, não é saudável e desregula o organismo. Acredito que esta situação possa contribuir também a longo prazo, para os casos de diabetes em resultado do "cansaço" do pâncreas, sempre a ser estimulado;
3 – Diminuir, sempre que possível alimentos ricos em açucar e gordura, de excelente "palatibilidade", o correntemente "sabe bem", ricos em calorias e que oferecem um prazer imediato mas que não promovem a saciedade do organismo;
4 – Fundamental enriquecer a refeição, em todos, e em especial nas crianças, com a sopa no início da refeição, veículo de água, fibra, vitaminas e sais minerais que irão favorecer o início da digestão e reduzir a ingestão de outros alimentos mais calóricos, no 2º prato;
5 – Diminuir a ingestão de líquidos, mesmo de água, durante as refeições, que dilatam o estômago e provocam uma falsa sensação de saciedade, impedindo a ingestão de mais alimentos. Não tardarão uns 30 minutos para se sentir fome…ainda! Por isso, os líquidos devem ser ingeridos até 30 minutos antes das refeições e cerca de 2 horas depois, com generosidade. Os refrigerantes e sumos são bebidas totalmente desaconselhadas se demasiado açucaradas;
6 – Aumentar também a ingestão da proteína animal (peixe, carne, ovo) ou vegetal (leguminosas) e privilegiar o consumo de hidratos de carbono (arroz, batata, massa), estes nutrientes sim, os responsáveis por dar a saudável energia que o organismo requer. Claro está que "o que é demais é moléstia", e as proteínas gozam actualmente de má fama, principalmente na comunidade portuguesa, que adora comer bife com ovo, peixe com ovo… Proteínas sim, do tamanho da palma da mão e apenas uma fonte de proteína animal por refeição;
7 – Reduzir o consumo de alimentos muito ricos em sal que promovem o consumo de bebidas açucaradas, após a refeição, e contribuem não só para terríveis índices diários de ingestão de açucar como impossibilitam a adequada ingestão dos alimentos, realmente importantes!
8 – E o fundamental: que as refeições sejam momentos de convívio, de confraternização. Para que o ambiente vivido propicie a aplicação de todas as restantes leis…

Portanto, a ideia principal que gostaria de transmitir é a necessidade absoluta de prolongar os saudáveis hábitos alimentares implementados hoje, não só enquanto os filhotes são pequenos, mas para sempre, e para todos, combinado?

 

Draª Solange Burri
Licenciada em Microbiologia
Pós-Graduada em Segurança Alimentar
Univ. Católica Porto
Especialistas dobebé

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