Gang ataca 200 crianças

As pedras atiradas contra os vidros da porta de entrada da escola de Gualtar, por sorte, não atingiram ninguém. Mas, segundo o coordenador do mini-basquetebol do Sporting de Braga, Mário Batista, foram cerca de 45 minutos “assustadores”!
O ataque à pedrada foi entre a 1 e as 2,20 horas da manhã.

Os treinadores das equipas que participam no II Torneio Internaional de Mini-basquetebol, que decorre em Braga com participação de 200 crianças de vários pontos do país e da Galiza, com idades entre os 6 e os 12 anos, depois de deitarem os pequenos atletas, naquela escola, vieram para o exterior trocar ideias sobre como tinha decorrido o dia.

“Três atletas nossos que tinham ido ao Pavilhão Municipal de Gualtar, ao lado da escola, to-mar banho. Eles vieram dizer-nos que estavam uns miúdos da parte de fora a pegar com eles. E alertaram que o portão se encontrava por trancar com o cadeado” — disse-nos o coordenador
Levem a chave e fechem-no — ordenou-lhes aquele coordenador.

Só que o grupo de marginais não os deixou fechar o portão. “Quando fui fechar o portão dei de caras com sete adolescentes e jovens entre os 16 e os 20. Quando deram de caras comigo fugiram” — acrescentou Mário Batista.
Disso deu conta o coordenador ao 112, pedindo a presença urgente de uma patrulha.

No entanto, os marginais regressaram, com mais jovens entre os 18 e 20 indivíduos, insultando.
Para evitar confusões, os treinadores foram para o interior das instalações, o que foi aproveitado pelo grupo gang para começar a apedrejar a escola.
Não conseguiram entrar por-que os portões já estavam trancados. Mas tentaram avançar, dividindo-se em grupos.

“Nós só éramos quatro; eles eram 20. Estávamos preocupados porque tínhamos lá 200 crianças e tínhamos medo que eles apedrejassem e partissem algum vidro da sala de aulas, acordando os miúdos. E isto durou 30 a 45 minutos, sem a polícia aparecer” — frisou Mário Batista.
Perante a presença da autoridade policial, o grupo entrou depois por um caminho muito escuro, nas traseiras da escola, refugiando-se ali.
A patrulha apanhou uns cinco ou seis indivíduos que disseram que vinham dos bares da Universidade.

in Correio do Minho

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