Harry Potter é o herói da década

Três nomes dominam a tabela de vendas da década: J. K. Rowling, Dan Brown, Stephenie Meyer.
Um jovem feiticeiro, os seus amigos e as aventuras num colégio interno com artes mágicas e seres fantásticos à mistura. Harry Potter, a personagem criada por J. K. Rowling, é o herói da literatura da década. É difícil dizer ao certo quantos livros de Harry Potter já foram vendidos – provavelmente mais de 500 milhões em todo o mundo e em cerca de 70 idiomas. No momento em que se fazem os balanços da década, quatro dos sete livros da série aparecem entre os mais vendidos no Reino Unido e nos Estados Unidos – e o resto do mundo segue a tendência.

O sucesso de Harry Potter começou em 1997 com a publicação do primeiro livro, A Pedra Filosofal – a crítica gostou e o livro entrou directamente para as tabelas dos mais vendidos, concorrendo directamente com os títulos para adultos. A série teve tal impacto, quer em nome próprio quer influenciando uma série de novos autores, que, no ano 2000, o jornal The New York Times criou uma lista separada para os bestsellers de literatura infanto-juvenil.

A cada nova edição bateram-se recordes de vendas. Foi com Harry Potter que se iniciou a moda dos lançamentos globais, com as livrarias abertas à meia-noite e filas intermináveis de miúdos que começam a ler os livros antes mesmos de chegarem à caixa para pagar. Nos Estados Unidos, O Globo de Fogo teve uma primeira edição de 3,8 milhões de cópias. Um recorde que foi batido com A Ordem de Fénix que teve 8,5 milhões de cópias e que foi novamente superado com O Príncipe Misterioso e as suas 10,8 milhões de cópias – das quais 6,9 foram vendidas em apenas 24 horas. A primeira tiragem de As Relíquias da Morte, nos EUA, foi de 12 milhões de cópias. E, embora o último livro tenha sido publicado em 2007, o fenómeno continua no cinema (ver caixa).

Se olharmos com a atenção para as listas dos livros mais vendidos da década publicadas pelo The Guardian e pelo USA Today, que podemos cruzar com as listagens da Amazon (americana e inglesa), encontramos em todas elas três nomes dominantes: J.K. Rowling, Dan Brown e Stephenie Meyer.

Dan Brown deu nas vistas em 2003 com o inesperado sucesso de O Código Da Vinci, uma obra que aproveitou a onda de popularidade dos romances históricos mas dando um passo em frente, uma vez que se trata de um thriller impregnado de teorias da conspiração. Até agora, já se terão vendido cerca de 81 milhões de exemplares em todo o mundo. Anjos e Demónios (editado em 2000 mas cujas vendas aumentaram após O Código Da Vinci) e O Símbolo Perdido (este lançado em 2009) também estão entre livros os mais vendidos da década.

Finalmente, os vampiros. Foi em 2005 que Stephenie Meyer lançou o primeiro volume dos quatro da série Twilight – Crepúsculo. E os quatro estão entre os livros mais vendidos da década – cerca de 85 milhões de cópias no total. Além disso, Meyer foi a grande responsável pelo regresso dos vampiros à cultura popular.

in http://dn.sapo.pt/

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