Incontinencia Urinária na Gravidez e no Pós Parto

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A incontinência urinária é um importante problema na saúde das mulheres com repercussões sociais e económicas, causando problemas médicos secundários e deteriorando a sua qualidade de vida.
Pode ser definida como a incapacidade de controlar o esvaziamento da bexiga (por exemplo quando se espirra, se tosse, ao rir, ao correr) ou de aguardar pelo momento e local adequados para o fazer (por exemplo quando a casa de banho está ocupada).

Normalmente está associada ao estigma de uma condição socialmente não aceite quer devido à falta de conhecimento das pessoas quer devido a apreciações erradas, preconceitos e intolerância, o que por sua vez, poderá levar ao isolamento pessoal, ao constrangimento social e ao adiamento em procurar ajuda profissional adequada.

Estima-se que apenas uma em cada quatro mulheres sintomáticas procura ajuda médica, sendo por isso considerado um importante problema de saúde pública, quer pela sua elevada prevalência, quer pelo impacte físico, psíquico e social na vida da mulher.
A incontinência urinária durante a gravidez não é invulgar. Durante a gravidez as mudanças físicas e hormonais que as futuras mamãs experimentam são as grandes responsáveis pelos episódios de perda de urina. Trata-se de uma situação que não deve ser ignorada ou desvalorizada. Contudo, não se pode por de parte a possibilidade da gravidez apenas tornar sintomática uma fragilidade preexistente.

A incontinência urinária na gravidez surge nos dois últimos trimestres mas é no último que ganha especial importância, pois o útero, cada vez maior, empurra a bexiga causando vontade e urgência em urinar, sendo frequentes a perda de urina.
É importante que este tema seja abordado nas aulas de preparação para o parto e parentalidade pois, permitirá que a mulher grávida com incontinência urinária perceba que este é um sintoma frequente durante a gravidez e que outras mulheres também o têm.

Também é importante que nestas aulas sejam ensinados exercícios para os músculos do pavimento pélvico e que a mulher os incorpore na sua rotina diária enquanto grávida e que no pós-parto os inicie o mais precocemente possível, mesmo em caso de parto por cesariana, pois os músculos perdem força e ficam rebaixados devido à pressão exercida pelo bebé no útero e por isso é comum a mulher ter perdas de urina e disfunção sexual. Estes músculos têm como função suportar todos os órgãos pélvicos e manter a uretra encerrada.

E quando falamos em órgãos pélvicos estamos a referirmo-nos ao útero, bexiga e intestinos. Logo, percebemos porque são tão importantes estes músculos, pois são eles que “seguram” estas estruturas e, ajudam a prevenir a incontinência urinária e possíveis prolapsos. E tal como todos os outros músculos do nosso corpo, os músculos do pavimento pélvico, ficam mais fortes se os exercitarmos.

Para a grande maioria das mulheres a incontinência urinária será um problema temporário, mas é importante que antes do nascimento do bebé elas saibam que poderá persistir durante as primeiras seis semanas após o parto e que, normalmente, ao fim deste tempo regride. No entanto, sempre que esta situação não acontecer é fundamental que a mulher tenha consciência que não é normal, que pode ser tratada e deve procurar ajuda especializada médica e fisioterapêutica.

Poderá usufruir de Fisioterapia tratamento da Incontinência Urinária no Centro Gimnográvida – Preparação para Parto e Parentalidade, que lhe oferece ainda sessões em grupo Especializadas de Pilates Clínico para Grávida, com o intuito de prevenir este desagradável problema.


O Centro Gimnográvida está localizado na Avenida da Boavista 1015 sala 201 – 2º andar, no Porto (perto da Casa da Música).
Para mais informações consulte o site www.gimnogravida.pt ou contacte-nos por email: rita@gimnogravida.pt (fisioterapia) ou info@gimnogravida.pt (geral).

Ana Rita Domingos, Fisioterapeuta Gimnográvida, Especializada em Incontinência Urinária Feminina pela Associação Portuguesa de Fisioterapeutas

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