Inserir novos alimentos à dieta do bebê é questão de estratégia

Apesar da variação de frutas, legumes e verduras que o Brasil planta e exporta, pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em parceria com a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), revela que o consumo de vitaminas e sais minerais está abaixo das recomendações em 90% da população.

A alimentação correta é essencial para o bom funcionamento do organismo. E os vegetais têm papel fundamental já que são fontes de fibras, vitaminas e sais minerais. Esses nutrientes são tão importantes que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Panamericana da Saúde (OPAS) concluíram que, pelo menos 60% das mortes em todo o mundo poderiam ser adiadas, ou mesmo evitadas, se as pessoas adotassem posturas mais saudáveis diante da vida, dentre elas, o consumo de, no mínimo, cinco porções (ou 400 gramas) dessa categoria de alimentos por dia.

O excesso de guloseimas disponíveis atrapalha bastante, já que são alimentos práticos e baseados em gordura, o ingrediente que faz tudo ficar mais saboroso. Mas, adaptar-se aos vegetais é tarefa para gente grande, pois os pequenos irão se interessar pelo o que vêem em casa. “Pais que normalmente não comem frutas e hortaliças, involuntariamente, transmitem esse hábito aos filhos. É na primeira infância que devemos lançar a semente dos bons hábitos alimentares, que vão assegurar um crescimento saudável”, diz a endocrinologista da Clínica Genesis, Silvia Hashimoto Toledo.

Questão de estratégia

Para a frustração de muitas mães, geralmente os bebês não aceitam bem a introdução de novos alimentos em sua dieta e fazem caretas intermináveis ao provarem as primeiras frutas. “A rejeição é normal, pois sai de cena o leite e entram novos alimentos que têm sabores, cheiros e texturas diferentes das do leite materno. Com o passar dos dias, o bebê vai se acostumando e com isso aceita melhor as frutas”, conta Ana Paula Mendonça, nutricionista da Clínica Genesis.

Ana destaca que o mais importante é lembrar que a recusa – seja do suco ou da fruta raspadinha – é normal, aceitável e passageira. “Diante das negativas, os pais devem oferecer outra fruta, que agrade mais o paladar do bebê. recomenda a nutricionista.

in http://gazetaweb.globo.com

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