Leite materno pode salvar 1,5 milhões de crianças

Segundo a OMS é um erro grave deixar de amamentar os bebés poucas semanas após o parto.

Hoje apenas "35% dos bebés são amamentados com leite materno durante os primeiros seis meses de vida", alertou, em comunicado, Elisabeth Mason, directora de Saúde da Criança e do Adolescente, da Organização Mundial de Saúde (OMS). É uma percentagem muito baixa, quando se acredita que prolongar esse período até que as crianças cumpram dois anos "salvaria, anualmente, a vida de 1,5 milhões de crianças com idade inferior a cinco anos". Segundo a OMS, as crianças deviam "deixar a mama" gradualmente, a partir dos seis meses de idade, até completarem dois anos de vida.

O leite materno "assegura os nutrientes essenciais para um desenvolvimento saudável, pois contém anticorpos que protegem as crianças de doenças típicas na infância". É por isso que a OMS recomenda um acompanhamento médico rigoroso com um modelo de amamentação favorável.

Dados divulgados pela mesma organização mostram que "a desnutrição é responsável por um terço dos 8,8 milhões de mortes por ano entre crianças menores de cinco anos". "Muitas mães deixam de amamentar poucas semanas após o parto", também por falta de acompanhamento e informação, explicou Elisabeth Mason. Para reverter a situação a OMS em cooperação com a UNICEF criou um programa com os "dez passos para uma manutenção materna bem-sucedida". É uma iniciativa que surge quando se celebra em mais de 170 países a Semana Mundial da Amamentação, de 1 a 7 de Agosto.

 

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