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Mais afogamentos com crianças até aos 4 anos e do sexo masculino

Mais afogamentos com crianças até aos 4 anos e do sexo masculino
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A maioria das crianças que morre por afogamento em Portugal tem menos de quatro anos, é do sexo masculino e a tragédia ocorre principalmente em piscinas no Sul do país, enquanto que no Norte é em poços e tanques.

"Apesar de Portugal ser um país com cerca de 550 quilómetros de praias, a maioria dos afogamentos fatais não acontece no mar (…), mas em meios aquáticos construídos", nomeadamente piscinas familiares, tanques e poços de propriedades privadas", indica um estudo apresentado hoje no Algarve sobre afogamentos.

No relatório sobre "Afogamentos de crianças em Portugal em 2007 e 2008", apresentado em Vilamoura pela Associação Portuguesa de Segurança Infantil (APSI), pode ler-se que "os afogamentos acontecem mais nas crianças com idades até aos quatro anos", havendo uma maior prevalência em crianças do sexo masculino.

Segundo a médica pediatra Elsa Rocha, também membro da APSI, no Sul verifica-se que dos zero aos 18 anos há mais afogamentos em piscinas, enquanto que no norte o pico de afogamentos é em rios, ribeiros e lagoas. A maioria dos afogamentos em Portugal ocorre em Maio e Setembro (Primavera/Verão) e enquanto que ao Hospital Central de Faro (HCF) os casos que mais surgem são em piscinas privadas, nos hospitais do Porto e Coimbra há mais registos de afogamentos em poços, fossas e tanques, acrescenta ainda o relatório hoje divulgado.

Um estudo realizado no HCF, entre 1998 e 2005, indica que 72 por cento dos casos de afogamento eram crianças não residentes, sendo mais de metade delas estrangeiras. Nos últimos sete anos morreram afogadas, pelo menos, 150 crianças e adolescentes em Portugal, e 34 dessas mortes foram registadas entre 2007 e 2008, indica ainda o mesmo documento.

Na conferência de imprensa, a APSI revela ainda, citando um estudo holandês de 2006, "por cada criança que morre por afogamento, 140 ficam hospitalizadas por afogamento não fatal e 20 crianças têm de recorrer aos serviços de emergência".

Colocar coletes salva-vidas às crianças durante os desportos náuticos e passeios de barco e pôr braçadeiras com duas câmaras-de-ar quando elas nadam ou brincam em águas calmas, como as piscinas ou tanques, são algumas medidas preventivas para diminuir os afogamentos infantis.

Na conferência de imprensa, denominada "Prevenir os afogamentos com crianças em 2009", a APSI, que contou com o apoio da Administração Regional de Saúde do Algarve, lembrou ainda que as vedações junto das piscinas são outra forma de ajudar a prevenir os afogamentos. "Um fecho de difícil abertura que implique dois movimentos em simultâneo" e uma fechadura automática são as principais características que uma boa vedação de piscina deve ter.

Promover a aplicação e fiscalização da lei existente quanto à vedação e cobertura de poços ou publicar uma norma portuguesa para vedações eficazes na prevenção do afogamento e criar "com urgência" um enquadramento legal abrangente para as piscinas são apelos que a APSI deixa ao Governo. "É lamentável que ao fim de tantos anos ainda não haja uma lei sobre as normas para as vedações nas piscinas", disse a presidente da APSI, Sandra Nascimento.

Oitenta por cento dos casos de afogamento podem ser prevenidos, lembra Sandra Nascimento, citando uma das conclusões do Congresso Mundial de Afogamentos de 2002.

in Publico.pt

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