Martim já sai com os pais ao fim-de-semana

Pais do menino de dois anos  já podem passear com o filho. Tribunal de Cascais pediu mais 30 dias para decidir guarda da criança. O Tribunal de Cascais pediu mais tempo para decidir a quem vai atribuir a guarda de Martim, a criança de dois anos que foi retirada à nascença à mãe adolescente. O prazo de trinta dias requerido pelo tribunal esgota-se no final do mês, altura em que os juízes devem pronunciar-se.

Enquanto a justiça não decide, a criança vai estreitando laços com a família biológica com quem nunca viveu. É que depois das visitas limitadas à instituição, Ana Rita Leonardo e Paulo Matos, os pais de Martim, podem já sair com ele. "Aos fins-de-semana, ele já está em ambiente familiar", conta ao DN a advogada dos pais, Isilda Pegado.

A criança esteve internada no Refúgio Aboim Ascensão, em Faro, até Julho, altura em que acabou por ser transferida para uma instituição de Cascais, onde os pais moram. Ana Rita Leonardo, 16 anos, e Paulo Matos, 20 anos, têm desde Julho a oportunidade de ver o filho semanalmente. Os primeiros contactos entre os pais e Martim, desde que o tribunal suspendeu a adopção, aconteceram na instituição de Cascais. O passo seguinte, foi a autorização para saírem da instituição.

As primeiras saídas de Martim e dos pais serviram para visitar vários locais. "Primeiro começaram por dar passeios, foram a Lisboa, passearam por Cascais", adianta Isilda Pegado.

Por agora, tanto Ana Rita Leonardo como Paulo Matos têm partilhado os momentos a dois com o filho, revela a advogada. Acrescentando que Martim é "um verdadeiro menino Jesus, as duas famílias estão completamente rendidas".

O Tribunal de Cascais deve agora decidir a quem entrega a guarda da criança. Em seu poder já tem todos os relatórios que foram pedidos aos técnicos e à Segurança Social. Pode atribuir a guarda aos pais ou decidir que não há condições para a família biológica acolher a criança e ordenar a reabertura do processo de adopção.

A criança, que faz três anos em Dezembro, nunca viveu com a mãe, e o pai apenas reconheceu a paternidade meses depois de ter nascido. Apesar das técnicas da Segurança Social terem considerado que a mãe e a família não tinham condições para educar a criança, Ana Rita sempre lutou para recuperar a guarda do bebé que teve aos 13 anos.

Todo o processo se tornou mediático, a partir do momento em que Ana Rita Leonardo foi proibida de visitar o filho na instituição de Faro, por ter sido iniciado o processo de adopção. Aos protestos e requerimentos na justiça, a jovem juntou uma greve de fome de vários dias em frente ao tribunal de Cascais, que só terminou quando foi obrigada pelas autoridades.

O tribunal acabou por considerar que havia dados suficientes para reabrir o processo da guarda de Martim. Em seguida, decretou a suspensão da adopção, motivo pelo qual os pais puderam voltar a visitar a criança.

Os encontros entre os três foram-se tornando cada vez mais próximos. As visitas na instituição, passaram a passeios e agora Martim até já está com os pais e a restante família, aos fins-de-semana.

Ana Rita Leonardo e Paulo Matos não estão juntos e ainda não decidiram como vai ser a guarda. Mas garantem que estarão sempre em entendimento: entraram em conjunto com o pedido de reabertura do processo e têm a mesma advogada.

in DN.sapo.pt

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