Métodos Contraceptivos

Tabelinha ou de Ogino-Knaus

Consiste em evitar-se ter relações sexuais nos dias próximos à ovulação, chamados "dias férteis”.A ovulação ocorre cerca de 14 dias antes da futura menstruação. Uma mulher muito bem regulada com ciclo de 28 dias vai ovular teoricamente no 14º dia. A partir daí, subtraem-se 4 dias e somam-se 4 dias .Portanto, os dias perigosos seriam do 10º ao 18º dia do ciclo.
Mesmo as mulheres muito bem reguladas podem ter variações no dia da ovulação sem aviso prévio .


EFICÁCIA: as falhas no método variam entre 14 a 47%.

 Método de Billings ou da Ovulação

Consiste em identificar-se o ápice da secreção do muco cervical, que coincidiria com a ovulação e evitar relações até 4 dias após o ápice. Este método está praticamente abandonado devido a sua baixíssima segurança.

Coito interrompido

Consiste na ejaculação fora da vagina. O seu índice de falha(cerca de 20%) geralmente traz consigo ansiedade à paciente, preocupada com o facto de que talvez não dê tempo de se proceder à ejaculação externa. Antes da ejaculação também são eliminados espermatozóides em menor quantidade, daí o elevado índice de falhas.

Preservativo

Pode ser masculino ou feminino.
O preservativo masculino é uma capa de látex, muito fina, que o homem utiliza no momento da relação sexual, impedindo que os espermatozóides atinjam a vagina. Deve ser desenrolado no pénis erecto antes de qualquer contacto com a vagina. Cuidado para não se deixar ar na extremidade antes de desenrolar para evitar a sua ruptura. É preciso retirá-lo imediatamente após a ejaculação, segurando as bordas para impedir que os espermatozóides entrem em contacto com a vagina.
São contra indicados para homens que possuem problemas na uretra (epispádia e hipospádia).
O preservativo feminino é uma espécie de capuz de poliuretano que recobre dois anéis plásticos flexíveis. O anel menor fica na extremidade do capuz e é colocado no fundo da vagina e o maior fica antes da outra extremidade posiciona-se externamente à vulva. A relação dá-se dentro do capuz lubrificado.
Além de serem  métodos contraceptivos, os preservativos também protegem contra doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a Sida.

EFICÁCIA : o fracasso varia entre 03 a 12%.

Diafragma

Diafragma é um anel flexível coberto no centro com uma membrana de borracha fina, impede a entrada dos espermatozóides, pois é colocado na vagina, cobrindo o colo do útero.

Consulte o seu médico antes de utilizar o diafragma.

Dicas para o uso do diafragma:

  • Usar espermicida;
  • Colocá-lo (com espermicida) 15 a 30 minutos antes da relação;
  • Retirá-lo 6 a 8 horas após a relação sexual;
  • não realizar duche vaginal após o acto sexual;
  • Após tirar o diafragma, lavá-lo com água e sabão neutro, enxaguar, secar e guardar no estojo.

Reações adversas: irritação vaginal, reação alérgica, dor na relação ou infecção urinária. Ele protege contra doenças do colo uterino, não interfere no ciclo menstrual e não diminui o prazer sexual.
É contra indicado para quem tem alergia a borracha ou espermicida ou após o parto (com menos de 8 semanas).

Espermicidas

São produtos químicos em formas de geleia, cremes, espumas e óvulos que se colocam na vagina. Eles matam ou deixam sem acção os espermatozóides, impedindo a entrada deles no colo do útero.
Este método é mais eficaz quando utilizado conjuntamente com o preservativo ou o diafragma.
Devem ser introduzidos antes de cada relação.
Reacções adversas: podem causar irritação na vagina ou no pénis. O espermicida é contra indicado para mulheres que tem alergia ao espermicida.

Pílulas

São hormonas (substâncias químicas) que provocam mudanças no funcionamento do aparelho genital, impedindo a ovulação (saída do óvulo). Produzem também alterações no muco cervical, no endométrio e na movimentação das trompas.

1-Minipílulas

Feitas com apenas um hormônio – Progestogênios(derivados sintéticos da progesterona), em pequenas doses. Deve-se tomar todos os dias, sem intervalo. Indicada para lactantes e quando há contraindicação ao uso de estrogênios.

Vantagem: as pílulas reduzem as cólicas, regularizam as menstruações e protegem contra algumas doenças ginecológicas, incluindo alguns tipos de cancro (endométrio e ovário).

O uso da pílula é contra indicado para:

  • Mulheres com mais de 40 anos;
  • Mulheres fumadoras e com mais de 35 anos;
  • Mulher grávida ou com suspeita de gravidez;
  • Mulher que tem menos de 40 dias pós-parto;
  • Mulher que possui alguma anormalidade no exame ginecológico;
  • Mulher que apresenta sangramento vaginal entre as menstruações;
  • Mulher que tem ou já teve: hipertensão, diabetes, doença trombo-embólica, hepatopatias, cardiopatia, cancro, varizes (as pílulas podem aumentar), derrame cerebral, infarto, angina, glaucoma, pneumonia crônica, obesidade, enxaqueca.

Os efeitos colaterais variam de pessoa para pessoa. Algumas não apresentam nada; outras podem apresentar náuseas, mau estar gástrico, mudança de peso, dor de cabeça, tonturas, diminuição das menstruações, acne(algumas pílulas até melhoram a acne), dor mamaria, sangramento entre as menstruações, irritabilidade, alterações emocionais ou da libido.

EFICÁCIA : o fracasso varia entre 0,1 a 0,3%.

Pílulas de emergência

São as chamadas “pílulas do dia seguinte”.Deve ser tomadas em ultima hipótese. Eficazes, quanto mais cedo em relação ao acto sexual desprotegido forem tomadas: nas primeiras 24 horas chegam a 80% de eficácia, que vai diminuindo gradativamente e chega a 0% após o 3º dia.

 

Anel vaginal

É um anel flexível que contem estrogênio mais progestogênio.É colocado facilmente pela própria paciente e deve permanecer por 21 dias, após esse período é retirado e descartado. Coloca-se novo anel após um intervalo de 7 dias. O anel quando se encontra na vagina é praticamente imperceptível não interferindo nas relações. Eficácia semelhante à dos outros métodos hormonais.

DIU com progestogênios

   {mosgoogle right}     O DIU contem progestogênio,que vai lentamente sendo deixado na cavidade uterina. Muito eficaz contraceptiva mente ,a sua acção dura 5 anos e também é indicado em síndromes hemorrágicas, devido ao seu efeito na diminuição ou supressão da menstruação. Como os demais tipos de DIU, deve ser inserido por médico.

 

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