”Mom” indignada: como cidadã e como mãe!

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No rescaldo das manisfestações levadas a cabo pela sociedade civil, neste “jardim á beira mar plantado” e em muitas outras partes do Mundo, do passado dia 15 de Setembro, apraz-me dizer, como diria o outro senhor, como cidadã e como mãe, o seguinte:

São movimentos como estes, de união, cumplicidade, carácter e convicção que mostram de que é feito um Povo…e o Povo português é extraordinário! Foi fantástico assistir a uma multidão indignada, e não resignada!, de gente de todas as idades, classes sociais, cores políticas e credos religiosos unidos a uma só voz contra a vida miserável que nos querem impor….e sempre ordeiramente!

A geração nascida “nos setentas”, hoje mães e pais, viu-se envolvida numa realidade há muito e muitas vezes contada pelos seus pais e avós, mas nunca vivida verdadeiramente. Muitas famílias inteiras, várias gerações unidas, juntas pelo mesmo objectivo: dar voz á sua voz!

Ainda assim há quem se refira ao Povo português como sendo “piegas”, quando em momento algum se mostra um ínfimo sinal disso mesmo: somos sensatos, ordeiros, responsáveis e disponíveis…queremos ajudar o nosso país, porque sabemos que só assim nos ajudaremos! Mas estes fazem parte do Povo…não da classe política que regorgita teorias experimentais tendo o Povo como cobaia, quais ratos de laboratório, testando e grande parte das vezes errando…e é desta classe política que parece nos saiu na rifa, que ouvimos as mais incongruentes e estapafúrdias teorias…e o pior de tudo, é que vão tendo o poder de as aplicar!

Podemos hoje ler na comunicação social o que vão dizendo os “iluminados” do nosso país, façam ou tenham feito parte dos nossos (des)governos…hoje ou ontem a diferença não é muita, e a estocada final é sempre desferida no mesmo…no Povo.

A favor ou contra a posição asnática de quem nos (des)governa, e sem muita noção do que vão dizendo, pode ser hoje ler-se a seguinte pérola, proclamada por mais um “ilustre” da nossa classe política: “”Isto aconteceu porque esse discurso revelou um primeiro-ministro incompetente, dogmático e autista.”.

Ou sou eu que não chego lá, mas não consigo entender qual a ligação entre “incompetente, dogmático” e…“autista”…em tempos, este tipo de adjectivações trouxe a lume uma discussão (mais uma!), levantada muitas vezes…apenas porque esta gente não consegue deixar de usar os adjectivos errados. Porque não aprende esta gente com os erros, deles e dos outros?…esta questão não é nova! O termo “autista” foi já utilizado na assembleia da república com a mesma intenção com que foi utilizado desta vez.

Bem vistas as coisas, esta frase não deverá ser considerada totalmente ofensiva para o primeiro-ministro, podendo até ser considerada como elogiosa, no que respeita ao adjectivo “autista”…mas será, certamente, ofensiva para os autistas e suas famílias, lerem-se assim assim metidos no mesmo saco que o primeiro-ministro!

A Língua Portuguesa tem uma imensidão de palavras que podem ser usadas para adjectivar o que quer que seja e creio que, neste caso, o que se pretendia dizer, seria “alienado”…mas não…nunca “autista”…!

Não vejo quando nem como esta gente irá parar! Atacam-nos constantemente, nós que lhe damos emprego, porque votamos (ou não!) neles, nós que lhes pagamos salários e

regalias (já para não falar das mordomias!), nós que trabalhamos para nós, mas para eles também…e continuamos a ser achincalhados nas nossas especificidades, nas nossas vidas! Parem de se comparar entre vós com outras pessoas que nada têm a ver convosco…como se diz o Povo, …”vocês não lhes chegam aos calcanhares!” Parem de falar! Se não agem, não falem também! Limitem-se á vossa insignificância e usem o poder que o Povo vos entregou para zelar pelos interesses do mesmo! Não usem a Língua que é de um Povo também, para a utilizar incorretamente, ofendendo sem dó nem piedade, a dignidade de uma ou muitas pessoas…são elas também parte de Portugal, são elas e as suas famílias, que credulamente vos entregam nas vossas mãos o leme das suas vidas!…e que mau trabalho têm feito, senhores políticos!

Como cidadã e como mãe, peço-vos encarecidamente, revejam alguns temas da Língua Portuguesa, invistam na diversificação do vosso vocabulário, talvez algumas explicações intensivas e personalizadas com alguns dos muitos professores que ficaram no desemprego ou com “horário zero” (outra pérola), se estes profissionais entenderem após avalição cuidada que ainda vão a tempo de vos recuperar, quem sabe, através de um Plano de Estudo Individualizado…ou então “call mom”!!!

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Crónica Call Mom por Manuela Barroso

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