Nova grávida vacinada perde bebé

Uma mulher de 34 anos, grávida do terceiro filho, perdeu o bebé, segunda-feira à noite, três dias depois de ter sido vacinada contra a gripe A. Trata-se da segunda morte de um feto, num espaço de três dias, após a imunização da mãe, depois do caso ocorrido em Portalegre. Em ambas as situações, as mulheres estavam grávidas de 34 semanas.

A mulher de 34 anos deu entrada no Hospital da CUF Descobertas, no Parque das Nações, em Lisboa, já com o feto sem vida. Tinha sido vacinada na sexta-feira. Segundo fonte do hospital, a mulher encontrava-se ontem à noite em trabalho de parto induzido. A autópsia só será realizada caso os pais assim o decidam.

“Era uma gravidez normal. Foi observada e vimos que o feto não apresentava batimentos cardíacos. Não parece haver relação causa-efeito entre a vacina e a morte do feto. Mas só depois do parto e da autópsia poderemos saber com exactidão”, explicou Conceição Telhado, directora do serviço de Ginecologia do CUF Descobertas.

Jorge Branco, director da Maternidade Alfredo da Costa, garantiu ao CM que “vai continuar a haver fetos mortos em Portugal”, reforçando a ideia de que não há relação entre as mortes e a vacinação. “Não existe uma relação causal. Reino Unido, Alemanha, Noruega, Suécia, Finlândia e Dinamarca têm a mesma vacina que nós e só existem mortes em Portugal devido à vacinação?”, questionou o médico, sublinhando que “é mais perigoso para a mãe não ser vacinada do que ser”.
Em Portugal morreram 256 fetos ao longo de 2008, e 289 em 2007.

GRIPE VISTA À LUPA

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mortes registadas em Portugal consequência da gripe A. O primeiro caso fatal aconteceu a 23 de Setembro, no Hospital Santo António, no Porto.

PEDIATRAS

Os pais estão a pedir aconselhamento aos pediatras antes de levarem os seus filhos à vacinação contra a gripe A.

"NÃO HÁ RELAÇÃO ENTRE A MORTE DO FETO E A VACINA CONTRA A GRIPE A", Francisco Georg,Director-geral da Saúde

FAMÍLIA SUSPEITA DE NEGLIGÊNCIA

O feto que morreu com 34 semanas depois de a mãe ter sido vacinada contra a gripe A no Centro de Saúde de Portalegre foi ontem a enterrar. A autópsia não foi conclusiva, mas os pais de Margarida querem apurar a verdade sobre a morte da bebé e aguardam pelo relatório final para tomar uma posição.

João Romacho, tio da bebé, disse ontem ao CM que pode haver outras responsabilidades neste processo além das suspeitas da vacina: "A morte pode não estar relacionada directamente com a vacina. Mas a minha cunhada estava a tomar antidepressivos e essa medicação pode ter tido alguma interacção com a vacina." João acrescenta que a família suspeita que houve uma atitude negligente de quem assistiu a cunhada: "Se o coração da bebé estava fraco ficava internada e não mandavam a mãe para casa".

ENFERMEIROS DE QUARENTENA EM BENFICA

O Centro de Saúde de Benfica está a funcionar apenas com três dos seis enfermeiros de que dispõe. De acordo com José Santos, do conselho clínico, três dos profissionais estão em casa, "não foram vacinados e, por acaso, têm a sintomatologia da gripe A mas não têm um diagnóstico confirmado". A falta de enfermeiros agravou a sobrecarga de trabalho, nomeadamente nos serviços de vacinação.

Com o início do processo de imunização das crianças dos seis aos 24 meses, os enfermeiros não têm mãos a medir. "O telefone não pára. Tendo em conta esta situação devia ser equacionado reforço dos recursos", declarou José Santos
 

 

 

 

in http://www.correiomanha.pt

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