O mercúrio e as mulheres grávidas.

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Schvartsman (1982) aponta quatro momentos extremamente perigosos em relação à exposição ocupacional ao mercúrio em mulheres:
1) fase pré-implantação – em que pode ocorrer mutagênese química;
2) primeiro trimestre da gravidez – em que pode ocorrer teratogênese a nível de distúrbios neurológicos;
3) terceiro trimestre da gestação – em que podem ocorrer fetopatias: espasticidade, amaurose, manifestações neurológicas;
4) lactação – em que o mercúrio pode ser levado ao bebê via leite materno.
Gelbier & Ingram (1989) também mostram o mercúrio como agente teratogênico, que atravessa rapidamente a barreira placentária e oxida-se no sangue do embrião, sendo que, após a oxidação, não consegue mais ser eliminado. Afirmam ainda que o feto humano é mais sensível que o adulto à exposição. Os autores mostram que a diminuição dos níveis de mercúrio no sangue e urina maternos pode ser devida à distribuição do mercúrio existente no organismo materno entre placenta e tecidos fetais. Relatam também, que mulheres dentistas têm maior taxa de abortos espontâneos, abortos tardios, trabalhos de parto prematuros, assim como maior incidência de mortalidade perinatal.
Segundo Esqueda et al. (1989) há 30% a mais de mercúrio no sangue do feto que no sangue materno. Os autores mostram, ainda, que não existe nenhum método diagnóstico preciso para determinar o grau de exposição materna e avaliar a magnitude do comprometimento fetal.
 

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