O Mundo Secreto dos Bebês: Série mostra como pais devem agir quando bebés começam a falar

O MUNDO SECRETO DOS BEBÊS

Os bebês começam a falar do jeitinho deles e também gostam de imitar o barulho dos bichos. Quem tem filho sabe bem como é esse início. Mas o que é melhor nessas horas, corrigir imediatamente a palavra que a criança disse errado? Incentivar que ela imite os sons a sua volta? E se a criança está demorando muito a dizer as primeiras palavras, o que fazer?

A atriz Flávia Alessandra mostra no segundo episódio de “O mundo secreto dos bebês – aprendendo a falar”.
Tudo acontece rápido. De uma hora pra outra, o silêncio se transforma num festival de sons. As crianças só querem saber de falar, falar e falar. Do seu jeito, claro. Outras são um pouco mais quietinhas. O que a gente pode fazer nessa hora, quando os bebês começam a dizer as primeiras palavras?

O Pietro tem 2 anos e está começando a soltar a língua. “O tempo todo que ele está comendo, ele está falando, ele está conversando. A gente tem esse hábito de perguntar, de escutar o que ele fala, de aprender o que ele fala que a gente não entende”, conta a mãe de Pietro.

Nessa fase, as crianças aprendem muito com repetições. Por isso, é importante sempre reforçar o nome das coisas e das ações que ela vai fazendo ao longo do dia. Pode-se aproveitar para perguntar a cor dos alimentos, por exemplo.

O envolvimento dos pais pode fazer muita diferença. Pesquisadores americanos gravaram conversas de diversas famílias e calcularam a diferença de estímulos que as crianças recebem. Nas casas onde havia mais interação, a criança chegava a ouvir 20 mil palavras por hora. Numa família que interagia pouco, a criança era exposta a muito menos palavras, cerca 6 mil.

No começo, quando a criança está descobrindo o mundo da linguagem, ela em geral erra um pouquinho quando fala.

“Dos 2 aos 5 anos, é comum que a criança cometa erros de articulação e de pronúncia. Os pais não devem corrigir de forma explícita, porque aí vão interromper a conversa” explica Ana Teberoski, professora titular da Universidade de Barcelona.

Se a criança está com sede e diz: “Qué aga”, o ideal é que a gente não responda com uma negativa: “Não é aga, é água”. Nem apenas entregue a água, sem falar nada. O adulto pode dizer uma frase completa: “Ah, você está com sede? Você quer beber água?”

Mesmo que não responda ou repita na hora, o bebê estará atento às relações entre as palavras. Isso porque bebês entendem muito mais do que que falam. Aos 18 meses, conseguem falar cerca de 50 palavras, mas compreendem entre 100 e 150. Aos 2 anos, falam 200 palavras, mas compreendem 400. E, aos 3 anos, falam 800 palavras, mas compreendem 1.500 palavras.

Jairzinho, pai de Laura e Isabela, de quase quatro anos, diz que as meninas começaram a falar bem rápido e a se comunicar muito rapidamente.

“Tinha uma diferença em relação a outras crianças. Porque até pra gente foi assim, nossa, já começou a falar?”, lembra Jairzinho

“Uma criança é diferente da outra. Umas falam antes, outras depois. Os adultos precisam estar atentos à forma como estão se comunicando com a criança e se entendem o que ela diz”, explica a professora.

“É interessante observar se a criança tá atenta a sons, se ela está interessada na comunicação, se ela faz o contato olho a olho. Por volta de dois anos, dois anos e meio, é interessante, se ela não tiver uma fluência ou até ausência de fala, procurar um fonoaudiólogo. Ele pode ajudar com uma avaliação de linguagem e detectar ou não uma necessidade de um tratamento precoce”, destaca a fonoaudióloga Magaly Sanches.

Nessa idade, muitas crianças passam a ir para a creche — um lugar importantíssimo na formação dos nossos filhos.

“O relato das professoras era muito legal. Tanto para a Isabela, quanto para a Laura vinha assim no relatório: elas já se comunicam’”, conta Jairzinho.

O Bruno voltou às aulas esta semana, na creche e pré-escola Saúde, da Universidade de São Paulo. Com o apoio do Laboratório de Educação, a creche realiza atividades para estimular o desenvolvimento da linguagem.

“As atividades envolvendo os sons dos animais são muito importantes para as crianças pequenas, porque principalmente estimulam a criança a falar. No momento em que você conta a história, você vai mostrando as imagens e pedindo pra criança fazer o som, isso vai estimulando ela a falar” diz a professora Magna.

Os sons dos bichos e das coisas têm um nome: onomatopeias. Depois que eles aprendem os ruídos e o nome dos animais, a gente pode ensinar mais coisas. Quando a criança fala: “Oia, o au, au!” Podemos dizer: “Isso! O au au, o cachorro! Ele está latindo! Que grande ele é!”

É importante nomear os animais e suas ações.

“Situações como essa, quando realizadas no espaço escolar, ampliam as possibilidades de interação. As crianças aprendem sobre linguagem de forma compartilhada, com diversas crianças ao mesmo tempo. Os estudos mostram que, ao lado de outros fatores, é claro, experiências como essa na educação infantil podem sim influenciar de forma positiva a vida escolar da criança”, diz Andrea Guida.

Fazer tudo isso parece uma atitude simples. É bom lembrar que são essas atitudes e esses incentivos diários que vão, pouco a pouco, aumentando o vocabulário desses pequenos.

No próximo episódio, o Fantástico vai mostrar como ajudar os filhos quando eles começam a construir frases. Vamos entrar juntos no mundo mágico dos livros. Qual o melhor jeito de contar uma história?

in Globo

Poderá encontrar outros episódios desta série no youtube com a tag  O MUNDO SECRETO DOS BEBÊS

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