O que são os EEs?

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Sempre que o consumidor dispensa alguns minutos para analisar o rótulo das embalagens dos produtos alimentícios, depara-se com uma lista de ingredientes e aditivos utilizados na sua composição. Muitas vezes ocorre que, a dúvida aumenta em vez de diminuir com relação à função e inocuidade dos ingredientes que encontra. 


É bem verdade que o domínio de tal “nomenclatura” utilizada nos rótulos dos alimentos apenas é do conhecimento, na maioria das vezes, de um grupo restrito de pessoas embora esta informação devesse ser do conhecimento de todo o consumidor… Para a ajudar a desvendar tais "segredos", este post tem como objetivo esclarecer para que servem os aditivos tão presentes na alimentação moderna e tornar os consumidores mais conscientes do que estão a ingerir.

Em 1º lugar é importante saberem que os E’s (aditivos alimentares) não contêm fonte nutritiva nenhuma, ou seja, são utilizados pela indústria alimentar simplesmente para alterar a composição do alimento, seja para ficar com mais cor ou mais sabor ou para se conservar durante mais tempo, etc.
O primeiro algarismo do código E representa, geralmente, a característica principal do aditivo, pelo que se podem definir as seguintes categorias:

E1: Corantes alimentares de E100 a E180
E2: Conservantes de E200 a E297
E3: Antioxidantes de E300 a E321
E3: Antioxidantes, emulsionantes e estabilizantes de E322 a E385
E4: Emulsionantes, espessantes, gelificantes e estabilizantes de E400 a E485
E5: Ácidos, alcalis, sais, etc., de E500 a E585
E6: Intensificadores de sabor de E620 a E640
E9: Diversos (os edulcorantes vão do código E950 ao E967)
Os códigos E7 e E8 não são ainda utilizados.
Aditivos inofensivos E-100; 101; 103; 104; 105; 111; 121; 122; 132; 140; 151; 160; 162; 170; 171; 175; 180; 181; 200; 201; 202; 236; 237; 239; 260; 261; 270; 280; 281; 282; 290; 293; 300; 301; 302; 304; 305; 306; 307; 308; 309; 322; 325; 326; 327; 331; 332; 334; 335; 336; 337; 401; 402; 403; 404; 405; 406; 408; 410; 411; 413; 414; 420; 421; 422; 440; 470; 471; 472; 473; 474; 475 e 480.
Aditivos Cancerígenos E-102; 110; 120; 124; 127; 131; 142; 210; 211; 212; 213; 214; 220; 225; 230; 251; 311; 330; 407; 450.
Aditivos que provocam: perturbações intestinais: E-330; 339; 340; 341; 400; 461; 462; 463; 466 e 467.
Aditivos que provocam perturbações da pele: E-220; 231; 232; 233.
Aditivos que provocam perturbações e alteração na digestão: E-330; 339; 340; 341; 400; 461; 462; 463; 466; 467. cálculos renais: E-447.
Aditivos que provocam acidentes vasculares: E-230; 251; 252 (produtos de charcutaria)
Aditivos que destroem vitamina B12: E-220.
Aditivos que incrementam os níveis de colesterol: E-320; 321.
Aditivos que incrementam o aparecimento de aftas:E-330 .
 
Aditivos que contribuem para diarreia:E-407.
A maior parte dos aditivos alimentares só pode ser utilizada em quantidades limitadas definidas para cada tipo de género alimentício e é aí que reside o problema.
Existe um valor máximo de utilização num produto, mas infelizmente hoje em dia tudo tem aditivos e comemos essa quantidade permitida x um numero imenso de produtos que consumimos ao longo do dia.
Por outro lado, é importante não esquecer que os aditivos são testados individualmente, prevendo-se que o cocktail das suas combinações exacerbe e altere os efeitos inicialmente previsto. Ou seja:
1 – Os estudos realizados analisam o aditivo isolado e não quando misturado com outros aditivos, nomeadamente os corantes…tão tipicos nas guloseimas…
2 – O aditivo ao ser estudado, analisa-se o seu efeito isolado no organismo, não o associando ao alimento em si …
3 – As crianças são um grupo de risco e portanto os seus efeitos serão mais fortes e/ou com efeitos mais intensos.Muitas vezes as mãmãs queixam-se que as suas crianças estão irritadas ou apresentam borbulhas anormais no corpo, por exemplo.
Quando me deparo com estas situações penso logo no efeito cruzado, e maléfico, dos aditivos…por isso fiquem atentas!
Agora há um problema…os industriais já perceberam que o consumidor mais informado não quer a letra E na lista dos ingredientes e por isso optou a modalidade de pôr o nome completo…mas é fácil de os apanharmos!
– Nome esquisito;
– Como é sempre adicionado em pequenas quantidades, está sempre no final da lista de ingredientes.
Saliento ainda que hoje em dia é muito dificil, senão impossível, encontrar-se um produto alimentar sem EE’s na sua composição, tratam-se de adjuvantes dos processos industriais que visam prolongar a durabilidade do tempo de prateleira e diminuir o risco de intoxicação alimentar.No entanto, é absolutamente importante que o consumidor esteja atento à inocuidade, ou não, dos alimentos que ingere e dá ao seu filhote também…Pensem nisso.

Este post foi realizado em parceria com a mãmã e amiga Zenite.

Draª Solange Burri
Licenciada em Microbiologia
Pós-Graduada em Segurança Alimentar
Univ. Católica Porto
Especialistas dobebé

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