Pais atiram menina pela janela

Pais da menina

Os pais que atiraram a sua  filha pela janela do 6.º andar foram detidos.

A decisão de os prender ocorreu por ” clamor público”, o que é raro. Por não terem ficha criminal e disporem de endereço fixo, Ana e Alexandre deveriam estar em liberdade, mas a justiça optou por prendê-los para satisfazer a opinião pública e também para evitar agressões físicas aos acusados.

Na noite de 29 de Março, próximo das 24.00, Isabella, de cinco anos, foi atirada do apartamento do pai, no 6.º andar de um prédio de classe média, em São Paulo. Os pais culparam terceiros pelo acto, mas a opinião pública começou a questionar: por que razão não foi o pai o primeiro a ligar para a polícia ou para os primeiros socorros, ao ver a filha a sangrar depois da queda? A resposta do casal não agradou: disseram que é seu costume ligar para parentes antes de agir, quando algo de grave acontece. O promotor não gostou da explicação, pois o certo seria chamar ajuda imediata para uma filha ou enteada à beira da morte.

O acusado diz que quem matou a menina foi um desconhecido, que teria entrado no apartamento, mas, na reconstituição do crime, a hipótese foi afastada: não houve tempo para uma terceira pessoa entrar no prédio e no apartamento sem arrombar a porta, matar a menina e atirá-la da janela.

Daí, surgiu a indagação de quase todos os brasileiros: ” Uma terceira pessoa iria entrar no apartamento, por alguns minutos, sem arrombar a porta, sem roubar, cortar a tela de plástico duro que protegia a janela e jogar uma criança estranha do 6.º andar sem lucrar com isso?”. Essa foi a base para a desconfiança da polícia, do promotor e para a indignação popular.

Segundo o promotor, o que ocorreu foi o seguinte: Anna, a madrasta, asfixiou a menina, em plena discussão gerada por ciúmes. Como a Isabella já estava gravemente ferida – fora agredida com um objecto contundente – o casal, em desespero, resolveu atirá-la do 6.º andar, para alegar acção de uma terceira pessoa. A menina ainda chegou ao solo com vida, mas morreu antes de receber atendimento. O promotor considera o casal igualmente culpado, acreditando que a madrasta feriu e esganou a menina e o pai a atirou. “A motivação não é imprescindível; o importante é que, a meu ver, eles mataram a menina”, diz o promotor.

Sem prova inquestionável, os indícios citados pelo promotor são muitos: discussões constantes, sempre usando baixo calão, inclusive na noite do crime. Anna chegou a atirar o seu bebé na cama para agredir o marido e Alexandre tem cadastro por ameaçar de morte a ex-mulher e a ex-sogra.

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