Partidos dizem que prevenção da gravidez está a falhar

A prevenção da gravidez está a falhar. Esta é a conclusão dos vários partidos políticos ouvidos pelo DN, face aos números que indicam que 87% das mulheres que abortaram na Maternidade Alfredo da Costa em 2009 não usam contraceptivos. Já a Associação para o Planeamento da Família (APF) considera que o contexto social pode ser mais determinante, já que acredita que as consultas de planeamento familiar estão generalizadas.

"Há lacunas na oferta de consultas de planeamento familiar, na informação e no acesso a contraceptivos", aponta Fernanda Mateus da comissão política do PCP. A responsável lembra que "falta implementar a educação sexual nas escolas" e que esta medida poderia ajudar na prevenção.

Também Teresa Caeiro considera "assustador" o número de mulheres que não usa qualquer método contraceptivo. As causas são variadas, mas a deputada do CDS/PP defende que "a falta de uma cultura de responsabilidade na sociedade e junto dos jovens" também contribui para este tipo de situações.

Já Helena Pinto do BE alerta para o trabalho que é preciso fazer "para melhorar o acesso à contracepção". A deputada sublinha no entanto que é importante conhecer a realidade social destas mulheres. O DN não conseguiu obter reacções junto dos grupos parlamentares do PS e do PSD.

Da mesma forma, Duarte Vilar, director executivo da APF, entende que é preciso conhecer os contextos em que as mulheres vivem. Já que não acredita que existam dificuldades de acesso aos métodos contraceptivos. Por isso, diz: "Temos de saber em que situações é que as mulheres correm riscos e se estão conscientes desse risco." Enquanto Isilda Pegado, da Federação Portuguesa da Defesa da Vida, acredita que estes números são mais uma indicação de que a lei do aborto deve ser alterada. "Esta lei permite que o aborto seja usado como método contraceptivo", acusa
 

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