“Foi algo intenso na nossa vida como casal”

"Eu vi-te nascer." Esta é a frase muitas vezes repetida pela Rita, que aos oito anos de idade viu o irmão nascer em casa numa piscina de parto.

Há cerca de um ano, Sandra Oliveira, que é doula de profissão, teve o seu segundo filho, o Tiago. Apesar de a Rita ter nascido no hospital e ter sido também uma experiência "maravilhosa", Sandra recorda o parto em casa como algo "intenso na vida do casal", onde todos puderam participar no nascimento do novo elemento da família. "Procurei criar um contexto o mais semelhante possível ao ideal e fui ao hospital da minha zona saber da parte deles o que necessitava", explica. "Depois assegurei-me que, caso fosse necessário, a transferência para o hospital fosse feita pelos bombeiros e não pelo INEM, pois com os bombeiros a comunicação é mais fácil e o INEM não está sensibili-zado para o parto em casa", diz.

Apesar do conforto e calma da casa para o momento, Sandra ainda optou por utilizar uma piscina de parto. "Alivia a dor e para o bebé é mais suave. O momento de transição é muito mais agradável. Tentámos reproduzir as condições intra-uterinas", recorda.

Tiago nasceu na tranquilidade da sua casa, sem muita agitação. "Em casa há menos vozes e movimentações que marcam o bebé. Nascidas em casa, as crianças são mais sensíveis, mais atentas e mais seguras", conta, baseando-se no que tinha constatado com o diferente nascimento dos seus filhos.

Estas foram as condições que Sandra Oliveira quis criar para o nascimento do seu filho. Garante que teve todo o acompanhamento e informação e sentia-se mui- to segura de si mesma. A primeira consulta de pediatria foi feita em casa e a sua preocupação era evi- tar ao máximo intervenções médicas que pudessem marcar o seu filho no início da vida. Sendo em casa ou no hospital, "o mais importante é que " a mulher se sinta segura".
 

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