Ralhetes, Palmadas e Castigos – Parte I

ralhetes

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Diz o povo que “quem tem filhos, tem sarilhos” e mesmo que não seja tanto assim, a verdade é que nos põem á prova a toda a hora…a nós e essencialmente á nossa paciência!! Pobre coitada que estica daqui e dali até mais não poder, tentando a todo custo resitir á vontade de aplicar um ralhete…ou uma palmada…ou um castigo!!!

Assim mesmo, ralhetes, palmadas e castigos (todos juntos!) parece-me muita coisa menos boa para falar (e para aplicar também) de uma vez só, pelo que hoje vamos apenas debruçar-nos sobre os ralhetes…talvez os mais frequentes em nossas casas!

O ralhete está definido no dicionário de Língua Portuguesa como um “diminutivo de ralho, pequena repreensão”. E sim, parece-me uma boa definição!!

Quantas vezes por dia, chamamos a atenção dos nossos pequenos para promenores (que aos nossos olhos fazem toda diferença!!!!), uns mais importantes do que outros, muitas vezes sem nos darmos conta?

A resposta certa é: Muuuiiitas vezes.

Não quero com isto dizer, que nós, as moms, debitamos ralhetes uns atrás dos outros em cima dos nossos filhos, nem que o fazemos gratuitamente, mas e porque nós também temos dias menos bons, poderá um ralhete ou outro mais inorportuno acontecer.

Os ralhetes acontecem em sequência de pré-avisos do género: “Arruma os brinquedos!”, “Não balançes na cadeira!”, “Olha para o que estás a fazer!”, “São horas de dormir!”, “O jantar está mesa!”…entre tantos outros. E é porque estes nossos pré-avisos não têm eco nas cabeças dos nossos pequenos, que muitas vezes, se transformam em ralhetes!

Eu não sou contra os pré-avisos, nem contra os ralhetes, desde que aplicados com conta, peso e medida…são também os ralhetes, como uma muleta, que nos ajudam a educar os nossos filhos, que nos ajudam a passar a mensagem.

Um “Arruma os brinquedos!” transformado em “Porque é que ainda não arrusmaste os brinquedos?”, já num outro tom, um décibel acima do pré-aviso, acompanhado de uma expressão menos feliz – como um :-/ – , tem os seus “encantos” e, muitas vezes, é o suficiente para que consigamos que nos percebam e que as indicações dadas sejam seguidas.

Hoje em dia, lemos muitas coisas sobre como educar os nossos filhos, coisas que entendo e aceito, mas também entendo que muito do que se diz e escreve sobre o assunto, nem sempre é aplicável em nossas casas. Pelo menos, não todos os dias!

Na verdade, o que nos faz utilizar os ralhetes não são os nossos filhos, mas sim os seus comportamentos. Não é dos dos nossos filhos que não gostamos quando aplicamos um ralhete, mas sim dos seus comportamentos. E isto tem que ficar claro: claro para nós e claríssimo para os nossos filhos!

Os ralhetes proporcionais á intensidade, frequência e importância da asneirola, proporcionais á idade e maturidade dos nossos filhos, não serão de todo o pior que se pode fazer em termos educativos…entenda-se também que não é isso que se procura…o pior…o que procuramos todos os dias ininterruptamente, é fazer o melhor que sabemos e que conseguimos, naquele dia, naquele momento, e sempre com muito amor, mesmo que a nossa expressão não seja a mais amorosa!

Não podemos viver sempre em modo “rosa”…ás vezes o nosso mundo fica em “blue mode” e mesmo assim não amámos menos os nossos filhos, nem eles a nós! Somos humanos…é verdade: Eureka!, as mães também!!!…e nós não somos perfeitas, nem eles, ninguém é! Eu cá nem quero ser…ser perfeita deve dar uma trabalheira!!

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Crónica Call Mom por Manuela Barroso

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