Sensibilização explica como se ensina um cego a sorrir

Uma criança que não vê como se sorri tem de ser estimulada. Acapo sensibilizou para os problemas dos cegos em dia de 20.º aniversário. Uma criança que nasce cega tem de aprender coisas que para as outras são tão simples quanto sorrir. São as dificuldades do dia-a-dia de quem não vê que a Acapo apresentou ontem no centro comercial Colombo, em Lisboa. A Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (Acapo) completou 20 anos de existência e decidiu assinalar a data com uma acção de sensibilização para explicar o mundo de quem não vê.

Desde logo, uma criança que não vê como se sorri tem de ser estimulada a aprender a sorrir, através de desenhos com bonecos em que o sorriso é evidenciado por um grande relevo. "Caso contrário, se não for incentivada, a criança cega torna-se um adulto sério, sem expressão", explica a monitora Carla. "A estimulação da criança cega deve ocorrer desde cedo", refere, explicando que esta estimu-lação também implica ensinar a criança a interagir com os brinquedos – porque uma criança cega não sabe como brincar – e a aprender braille.

Para Augusta, professora de braille, aprender este sistema não é difícil, mas as crianças têm maior facilidade. "É preciso desenvolver muito o sentido do tacto e uma criança desenvolve-o mais rapidamente." A Acapo tem cerca de quatro mil sócios.

in DN

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