Tablet pode ser benéfico para menores de três anos

bebe tablet 028

bebe tablet 028Por enquanto, o consenso entre pediatras é radical quando o assunto é expor crianças pequenas a qualquer tipo de ecrã: o certo seria nenhuma exposição à televisão, tablets e smartphones antes dos dois anos. Mas importantes descobertas estão a começar a aparecer.

Um dos autores do guia internacional mais recente sobre o tema, publicado pela AAP (Academia Americana de Pediatria), defende agora que os ecrãs interactivos não devem ser demonizados, até porque há poucos estudos sobre os seus efeitos.

 

E um relatório produzido por uma instituição dos EUA afirma que há formas positivas, ainda que limitadas, de usar este tipo de ferramentas com crianças de até três anos.

O “mea culpa” sobre o tema saiu num artigo na revista especializada Jama Pediatrics, assinado pelo médico Dimitri Christakis, do Instituto de Pesquisas da Infância de Seattle.

Christakis argumenta, para começar, que os anteriores estudos não passaram por um processo de revisão, melhor, chegaram inclusivamente a ser redigidos numa altura em que ainda não havia tablets; os smartphones também não eram comuns.

Com isso, a restrição estaria baseada apenas nos dados a respeito do uso da televisão, e há diferenças importantes, entre os diferentes media, diz.

A mais crucial é que uma aplicação interactiva pode ter propriedades equiparadas a um brinquedo real, como o estímulo à resolução de problemas e de raciocínio de um conjunto de peças de montar. Não é o mero estímulo passivo de assistir a desenhos animados.

Com base em estudos recentes, a organização Zero to Three, que pesquisa o desenvolvimento infantil, fez o relatório «Screen sense), coordenado pela psicóloga Rachel Barr, da Universidade de Georgetown, e aponta na mesma direcção.

A exposição, porém, teria de ser limitada a uma hora por dia. E o relatório veta o uso de televisão como «música de fundo»: se a criança está a brincar «no mundo real» deixe tudo desligado, para não atrapalhar o desenvolvimento da atenção. E televisões no quarto, obviamente, devem ser evitadas.

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