Um, dois, feijão com arroz

Até os 5 anos, as crianças têm resistência de provar novos sabores. Saiba o que fazer para estimular seu filho a se alimentar melhor

Rio – A mãe faz o almoço, arruma o prato do filho, senta para dar de comer e aí começa a saga. “Olha o aviãozinho!”; “Se não comer não ganha sobremesa””; “Se comer mamãe compra um brinquedo!”. E haja caretas, histórias, pirraça. Nos consultórios de pediatria, é comum os pais reclamarem que o filho não come.

Especialistas alertam: até os 5 anos, é normal que a criança tenha dificuldades em aceitar novos alimentos. Mas, a partir dessa idade, o comportamento pode representar um distúrbio alimentar. “Chamamos de comedor seletivo quem sofre do problema. Quando a criança começa a trocar a mamadeira pelo sólido, pode desenvolver o transtorno”, explica o presidente do Comitê de Nutrologia da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio, Hélio Rocha. Segundo ele, uma maneira de minimizar o problema é a própria mãe oferecer o novo alimento. “A criança vê a mãe como provedora”, diz ele.

Jorginete Damião, nutricionista do Instituto de Nutrição Anes Dias, dá uma dica: mudar a apresentação do alimento, fazendo com que a refeição se torne divertida. A chef Cecília Borges, do Buffet Culinária com Arte, criou vários ‘pratos-brincadeira’ (veja quadro neste página). “Comecei a fazer esses pratos porque meu filho não comia direito. Eu fazia bichos e carinhas diferentes, a hora do almoço ficava divertida e ele acabava comendo.”

Para a nutricionista Jorginete, outro cuidado que os pais devem ter é o de não deixar a criança sem se alimentar por muito tempo. “Eles também não devem trocar o alimento por guloseimas no desespero de fazer a criança comer. Se na hora do almoço ela não quis os legumes, no lanche ofereça a mesma refeição. Senão, ela se acostuma a substituir e isso é pior”, ensina.

Não é o caso de Júlia Pinheiro, 4, que come saladas, frutas e legumes desde 1 ano de idade e, o melhor, sem torcer o nariz. “Não preciso forçar, ela gosta de comer”, orgulha-se a mãe, Daniela. Segundo Hélio Rocha, é preciso que os pais deem o exemplo. “Não adianta comer sanduíche e biscoito e querer que o filho coma salada”, conclui.

A partir dos 6 meses, o bebê já pode começar a experimentar novos sabores. “Amasse frutas e legumes com garfo e dê de colher”, diz Jorginete.

MAIS DICAS

JUNTOS À MESA
Não é só a criança que deve se alimentar corretamente. A família toda deve dar o exemplo. Invista em saladas, legumes e carnes magras e faça com que o seu filho coma na mesa, junto com os outros parentes.

APARÊNCIA E SABOR
A comida deve ser bem preparada e deve ser visualmente atrativa. É preferível que os temperos sejam naturais, como cebola e alho.

CRIANÇA NA COZINHA
Se a criança for maiorzinha, pode ser envolvida na elaboração do alimento. Deixe que ela ajude, mas a mantenha longe do fogão.

BRINCADEIRA
Transforme a hora de comer em um momento de lazer. Brinque com os pratos, faça desenhos, crie histórias. O importante é usar a imaginação.

Reportagens de Clarissa Mello e Pâmela Oliveira

in http://odia.terra.com.br

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