Um quarto dos bebés nasce fora do casamento

Em 2001, apenas 15% dos recém-nascidos tinham pais não casados, número que passou para 24,6% em 2007. Relatório sobre Indicadores Sociais que o INE publica no final de cada ano revela ainda que os Açores são a única região do país onde não existem escolas privadas para todos os graus de ensino. Além disso, as duas regiões autónomas são das que têm menos médicos, mas mais enfermeiros.
O aproximar do final do ano é sempre profícuo em balanços. Praticamente todos os órgãos de comunicação social dedicam edições especiais a relembrar os principais acontecimentos, além de darem especial destaque às figuras que marcaram o ano.

É também uma prática cada vez mais exercida pelas próprias instituições, oficiais ou não, sendo o INE um exemplo dessa política. Pelo 10.º ano consecutivo, o órgão responsável pelas estatísticas oficiais nacionais compilou os dados relativos a todos os Indicadores Sociais, permitindo ter uma visão actualizada de vários aspectos que muitas vezes escapam a uma primeira leitura, mesmo quando o tema não é propriamente novo. É o que acontece com a organização familiar em Portugal.

Como A UNIÃO já noticiou, os portugueses estão a estrear-se na maternidade ou paternidade cada vez mais tarde. Os açorianos não são excepção.

Em 2007, as mulheres das ilhas deram à luz pela primeira vez com 25,9 anos, em média, quando cinco anos antes tinham 24,8. Realidade que também se reflecte na diminuição do índice de fecundidade, que passou de 1,65 filhos por mulher para 1,49. Já os homens passaram dos 27,6 para os 28,1 anos.

Como igualmente já se escreveu nestas páginas, o número de casamentos também diminuiu no arquipélago no espaço de cinco anos.

O que acaba por explicar, em parte, um dado que aparece agora pela primeira vez com o balanço estatístico anual do INE: está a aumentar consideravelmente o número de bebés que nascem fora do casamento. Se em 2001 os Açores eram a região do país onde esta situação se verificava menos, em 2007 já tinham sido ultrapassados pelo Norte. No espaço de poucos anos, de sensivelmente uma em cada sete crianças que nascia (em 2001) sem os pais estarem ligados pelo matrimónio passou-se para uma em cada cinco (em 2004) até se chegar ao valor mais recente: uma em cada quatro em 2007.

Ainda assim, esta taxa de 24,6% fica abaixo da média nacional (33,6%) e bastante afastada do Algarve, região onde mais crianças nasceram no ano passado fora do casamento: uma em cada duas (49% contra os 45% de Lisboa ou os 38% do Alentejo, as outras regiões com percentagens mais elevadas).

Curiosamente, apesar de ter menos crianças a nascerem fora do casamento, a região Norte é a que tem maior peso na estrutura das famílias monoparentais, representando 36,6% do total. Percentagem que fica acima de Lisboa (29,5%) e Centro (19,5%), regiões claramente dominantes neste aspecto. Alentejo (5,4%), Algarve (3,8%), Madeira (2,7%) e Açores (2,5%) tem uma representação diminuta

in a união
 

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