Uma palmada nunca fez mal a ninguém!

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Isto é tudo muito bonito, mas quando os miúdos não cooperam, não é melhor um castigo ou uma palmada? Uma palmada nunca fez mal a ninguém!

É verdade, uma palmada nunca fez mal a ninguém. Nem dois berros. Nem um castigo.
Mas eu também sei que não se apanham moscas com vinagre. Quando as pessoas são mal tratadas, desenvolvem resistências em relação à pessoa que as trata mal. Ou medo.
Por outro lado, eu vejo as palmadas, os gritos e os castigos como uma forma humilhante de se tratar alguém. Educar não é humilhar ou mal tratar. Educar é conduzir, é humanizar, é ensinar. E uma criança é tão pessoa quanto eu sou.
Mas vamos ao que interessa:
Há 3 motivos para uma criança não cooperar:
o Ou ela não sabe o que é que tem de fazer;
o Ou ela sabe mas não se consegue controlar;
o Ou ela sabe mas pouco se importa.
Nos primeiros dois casos, precisa da ajuda dos pais para saber fazer. Precisa do nosso incentivo para controlar-se, para disciplinar-se.
Mas quando os miúdos se recusam, sistematicamente, a cooperar e pouco se importam com as consequências ou dos cabelos em pé dos pais, isso quer dizer que o pai e a mãe têm de trabalhar a relação com o filho.
E trabalhar como? Escutar mais, por exemplo. Opinar menos. Brincar mais. Fazer actividades que dão muito gozo à criança e aos pais. Levar-se menos a sério. Fazer menos birras. Investir na sua vida de adulto. Investir na sua criança interior. Ser mais firme, mais carinhoso. Ralhar menos, gargalhar mais!
Sabes, os filhos quando nascem vêm com um chip para amarem os pais. São programados para isso. E quererem agradar os pais, é uma coisa natural. As birras fazem parte do processo de crescimento, de aprenderem a frustração. Ora, uma criança, quando está perfeitamente equilibrada, coopera. É fácil, é meiga.
Quando sistematicamente não o faz, então temos de trabalhar a nossa relação. Escutar mais, ser mais paciente. É que educar não é um jogo de poder. Quando um pai sente que é, então é melhor repensar a sua relação com o filho. E é melhor lembrar-se que ele é que é o adulto, o exemplo, o ‘grande’.

 

Crónica de Magda Gomes Dias
BLOG – http://mumstheboss.blogspot.pt/

 

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