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Uma técnica e muitos benefícios

Uma técnica e muitos benefícios
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Especialistas explicam como é feito o congelamento de óvulos e alertam para o perigo da banalização e uso inadequado do procedimento
Andréa Castello Branco
Há 50 anos os cientistas conseguiram congelar um espermatozoide, há 30, um embrião. Mas o óvulo sempre foi o "calcanhar de Aquiles" dos pesquisadores da reprodução humana em função da complexidade da célula. Maior e com muito mais água, o processo de congelamento sempre resultava na destruição da maior parte dos óvulos. Dentre os poucos que resistiam, o índice de gravidez era baixíssimo, entre 3% e 7%. Para se ter uma ideia, a taxa de gravidez com óvulos a fresco – retirados e fecundados – chega a 50% em mulheres com até 30 anos.

Mas a técnica antiga e ineficaz foi resgatada e aprimorada, ganhou um novo protocolo e conseguiu com o congelamento ultrarrápido uma melhora significativa nas taxas de sobrevivência do óvulo e gravidez. "Estamos a uma passo de ter uma taxa de sobrevivência idêntica à do embrião. A mulher vai poder manipular seu relógio biológico. Mas ainda há muita desinformação entre oncologistas e ginecologistas", afirma João Pedro Junqueira, ginecologista e membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

A possibilidade de manter a fertilidade das mulheres por mais tempo também é saudada por Selmo Geber, professor de reprodução humana da faculdade de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "É fantástico uma mulher que vai para um tratamento contra o câncer poder contar com esse recurso", diz. Quanto a postergação da maternidade, o médico é cauteloso. "É uma alternativa, mas a técnica não pode ser a tábua de salvação das mulheres."
Ele diz que recebeu uma paciente de 25 anos em seu consultório querendo congelar os óvulos para "ficar tranquila". "A técnica não foi feita para isso e não se pode jogar toda a responsabilidade da vida reprodutiva em cima de dez óvulos", diz. Selmo conta que já congelou óvulos com essa finalidade, mas em situação muito específica: eram de uma mulher de 37 anos, recém-separada, que ainda não tinha filhos e queria tê-los.

"Ela teria pouco tempo para conhecer outra pessoa, se casar e ter um filho. Aí é diferente porque ela estava pensando na saúde reprodutiva dela, e não ignorando-a", comenta Selmo Geber.

João Pedro Junqueira também alerta para um outro detalhe importante. "O óvulo congelado não garante 100% de gravidez. Não é todo mundo que precisa e cada caso é um caso. Vai haver clínicas que irão utilizar essa fragilidade da mulher para ganhar dinheiro. Tirando isso, o benefício do congelamento é gigantesco", sentencia.

 

in otempo.com.br

 

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