Glaxo apaga vacina ‘Pandemrix’ do ‘site’

Informação a que o DN acedeu desapareceu da página da farmacêutica. Portugal não foi seleccionado para estudos sobre efeitos da vacina da gripe A por incapacidade de resposta.
A GlaxoSmithKline eliminou do seu site nacional todas as referências à vacina da gripe A que foi adoptada para Portugal. Se alguém quiser informar-se sobre a vacina Pandemrix directamente na página da Internet do gigante farmacêutico já não o poderá fazer. O mesmo acontece se desejar esclarecer se as substâncias polémicas – tiomersal e escaleno – estão na composição do produto, apesar de até esta segunda-feira ter sido possível, como fez o DN.

Esta situação verifica-se tanto no site gsk.pt como no gsk.com depois de "ter sido feita uma actualização" na terça-feira, segundo referiu um responsável da empresa. Entrar no site é fácil, mas quando se coloca a palavra pandemrix em apenas 0,02 segundos sabe-se que "não foram encontradas páginas" com o nome do medicamento e sugere: "Certifique-se que todas as palavras estão correctamente escritas." Ou seja, é impossível aceder, como acontecia, à composição da vacina que as autoridades dos EUA recusaram por conter o adjuvante escaleno e o derivado do mercúrio, tiomersal, como o DN noticiou. Alegadamente, por danos ao sistema nervoso e toxicidade.

A GlaxoSmithKline divulgou no dia 23 que os testes da Pandemrix estão em curso em vários países europeus e que mais de 98% dos resultados obedecem aos critérios que permitiram o licenciamento. A mesma nota informa que decorrem em Espanha os testes pediátricos em 200 bebés, entre os 6 e os 36 meses, para conferir a sua tolerância. Portugal não está incluído no programa de teste da farmacêutica, que envolve 9000 pessoas, por incapacidade de resposta ao programa, dada a urgência de pôr a vacina no mercado.
 

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