Mastites

Quando o leite "desce", geralmente entre as 48 e as 72 horas após o nascimento, as mamas podem apresentar alguns sinais como calor, ligeiro rubor e tumefacção e parecerem mais "pesadas e duras" devido ao aumento de leite e à quantidade de sangue e de fluídos no tecido mamário.

 A mulher pode apresentar febre (a chamada "febre do leite"), que em regra não ultrapassa os 38ºC, durante 24 horas. Habitualmente o leite sai com facilidade e a mãe continua a dar de mamar sem dificuldade.
Nesta situação é importante aconselhar a amamentação mais frequentemente, para que a criança consiga extrair o leite, ou então sugerir à senhora a realização da extracção de leite, até se sentir confortável. O importante é que a extracção permita o conforto da mulher. Pelo que, se depois de amamentar as mamas continuarem tumefactas e esta sentir desconforto, poderá recomendar a extracção de uma porção de leite, até que ela sinta as mamas confortáveis.
Ao fim de alguns dias, a senhora sentirá as mamas menos tumefactas e estarão mais confortáveis.
Algumas vezes, especialmente se o leite não é extraído em quantidade adequada, as mamas podem ficar ingurgitadas. Nesta situação observa-se, tensão mamária, pele brilhante e as mamas estão dolorosas, podendo ser difícil a extracção do leite. A aréola está tensa e é difícil para o bebé fazer a preensão de uma quantidade suficiente da mama para sucção subsequente.
O importante não é a dimensão da mama, mas a sua consistência (dura ou confortável).
Por vezes a mãe refere amamentar menos vezes devido à dor. A produção de leite diminui porque a criança mama durante pouco tempo, de modo não eficaz, e o leite não é extraído.
Prevenção do ingurgitamento:
É importante que as mães tenham o conhecimento da importância de amamentarem, preferencialmente nos primeiros trinta (30) minutos ou na primeira hora após o parto. Na situações em que não é possível, providenciar que o recém nascido mame o mais precocemente possível, evitando nesse período o uso de substitutos do leite materno e de tetinas ou chupetas. Esta medida poderá contribuir para o sucesso da amamentação. Os recém nascidos possuem a Gordura Castanha, o que lhes permite uma reserva lipídica para cerca de 6 horas. Após este período é importante que as mães continuem a amamentar em horário livre. (Um estudo realizado na Colômbia refere que recém nascidos de termo, em que existiu contacto pele a pele permanente no momento do nascimento e na meia hora seguinte, iniciaram a amamentação entre os 8 e os 12 minutos após o nascimento);
 É igualmente importante que durante as mamadas a mulher esteja numa posição correcta e confortável.
Para tratar o ingurgitamento:
Para além do conhecimento da mulher, é importante o desenvolvimento das suas competências práticas e, preferencialmente, envolver o pai da criança ou uma pessoa significativa, na ajuda e apoio da mulher, durante este período. Nesta lógica, o desenvolvimento gradual da sua capacitação pode tornar-se vital para o seu regresso a casa. O ensino teórico e prático é algo que pode ser iniciado nas consultas de vigilância pré natal, mas que se reveste de grande importância (reforço e validação) durante o internamento na maternidade (puerpério imediato e precoce).
O que ensinar e que competências práticas desenvolver na mulher que vai ou está a amamentar?
 Lavar as mãos cuidadosamente antes de tocar nas mamas;
 Se o bebé não consegue mamar (dificuldade pontual,) extrair inicialmente um pouco de leite da mama (para que a mama fique menos tensa e para a activação do reflexo de ocitocina);
Colocar o bebé a mamar seguidamente;
Se o bebé não consegue mamar, nem nunca mamou eficazmente, é importante que a mãe extraia o leite para um copo/taça esterilizada (preferencialmente através de expressão manual, mas podendo optar pela utilização do extractor mecânico de leite materno) e ofereça-o à criança através de copo, colher de chá ou seringa;
 Incentive a mulher a continuar a fazer a extracção do seu leite com a frequência necessária para que as mamas fiquem mais confortáveis (menos tensas) e até que o ingurgitamento desapareça.
Mastite 
Se não for possível drenar o ducto ou canal bloqueado ou em casos de ingurgitamento mamário grave, o tecido mamário pode infectar. Quando isto ocorre, a zona da mama fica ruborizada, quente, com tumefacção e dolorosa, podendo circunscrever-se a um quadrante da mama ou a uma zona de maior dimensão. Geralmente a mulher tem febre elevada e sente grande mal-estar. Nesta situação estamos na presença de mastite e é importante  orientar a mulher a consultar o seu médico.

Para tratar a mastite:
É fundamental que a mãe repouse;
Fazer a extracção do leite manualmente ou com  extractor de leite materno.
Antes de cada mamada, e se for necessário também nos intervalos entre as mamadas, aplicar compressas húmidas e frias sobre a área afectada, por períodos de 5 a 10 minutos, até sentir alívio.
A situação melhora habitualmente em dois dias.
 

fonte:amamentar.net

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